Imagens de câmeras de segurança utilizadas na investigação que levou à prisão do delegado da Polícia Civil da Paraíba, Braz Morroni, e dos agentes Everton Aires e Eduardo Jorge mostram os policiais entrando em uma residência no município do Conde, na Grande João Pessoa, acompanhados de um suspeito de tráfico de drogas.
O material foi obtido durante a investigação da Operação Perfídus, que apura um suposto esquema envolvendo agentes públicos e integrantes do tráfico de drogas.
As defesas dos policiais informaram que ainda não tiveram acesso completo à denúncia. A defesa do suspeito conhecido como “Galinha” não havia sido localizada até o momento.
Imagens mostram entrada em residência
De acordo com os vídeos analisados na investigação, os agentes Everton Aires, conhecido como “Bomba”, e Eduardo Jorge, chamado de “Mão Branca”, aparecem chegando ao imóvel.
Na sequência, entra na residência o suspeito de tráfico Paulo Ricardo Barbosa de Souza, conhecido como “Galinha”. Pouco depois, o delegado Braz Morroni também aparece nas imagens.
Cerca de 15 minutos depois, os envolvidos deixam o local e saem em uma caminhonete.
Investigação aponta suspeita de esquema com desvio de drogas
Segundo a denúncia, os policiais teriam ido até a residência após receberem uma suposta denúncia anônima sobre tráfico de drogas.
A investigação aponta que os agentes teriam questionado uma mulher, que estava grávida, sobre a existência de entorpecentes no imóvel. Os policiais também teriam ido até a casa da avó dela.
Os investigadores afirmam que, após análise de câmeras e outros elementos, foram identificadas possíveis conexões entre policiais e integrantes de uma organização criminosa.
Apuração analisou milhares de áudios
O secretário de Segurança Pública da Paraíba, Jean Nunes, informou que a investigação durou mais de um ano e analisou mais de 40 mil áudios.
Segundo a Polícia Civil, a apuração começou em fevereiro de 2025, após uma denúncia de que drogas apreendidas poderiam estar sendo desviadas por integrantes da corporação.
A investigação aponta que o grupo teria movimentado cerca de R$ 10 milhões em quatro anos.
Operação cumpriu mandados contra suspeitos
A Operação Perfídus cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão contra suspeitos de integrar o esquema.
Entre os investigados estão policiais civis e pessoas apontadas como integrantes de grupos criminosos.
A Justiça também determinou bloqueios financeiros contra os envolvidos.
Defesa afirma que irá analisar investigação
Em nota, a defesa do delegado Braz Morroni afirmou que irá analisar os autos e destacou o direito à presunção de inocência.
Os demais envolvidos também terão direito à apresentação das respectivas defesas durante o andamento do processo.
