O Brasil alcançou em 2024 a menor taxa média de desemprego já registrada desde o início da série histórica do IBGE, em 2012: 6,6%. O dado representa uma redução de 1,1 milhão no número de pessoas desocupadas em relação a 2023, quando a taxa foi de 7,8%.
O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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Empregos e carteira assinada em alta
O número de trabalhadores ocupados atingiu um recorde de 103,3 milhões de pessoas, um aumento de 2,6% em comparação a 2023. Entre esses, o total de empregados com carteira assinada também bateu recorde, chegando a 38,7 milhões, um crescimento de 2,7% no ano.
Além disso, o número de empregados sem carteira no setor privado também cresceu, atingindo 14,2 milhões, um aumento de 6%. Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, o crescimento foi impulsionado por setores como construção, transporte, logística e serviços.
Rendimento maior e recuperação econômica
O rendimento médio mensal em 2024 foi de R$ 3.225, o maior já registrado, superando o recorde anterior de 2014 (R$ 3.120). Esse valor representa um aumento de 3,7% em relação a 2023, abrangendo trabalhadores formais e informais.
No último trimestre de 2024, a taxa de desemprego caiu para 6,2%. Setores como construção, transporte e alimentação registraram aumento no número de trabalhadores, enquanto a agricultura apresentou queda. A coordenadora Adriana Beringuy destacou o impacto do comércio eletrônico e do consumo aquecido no período, especialmente durante a Black Friday e as festas de fim de ano.
O desempenho econômico em 2024 confirma a recuperação iniciada após a pandemia e reflete uma expansão do mercado de trabalho, com destaque para o fortalecimento dos empregos formais e o aumento do rendimento dos trabalhadores.
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