Mesmo com juros altos, varejo da Paraíba tem 4º maior crescimento do país, aponta IBGE

O estado apresentou alta de 2,4% no volume de vendas na comparação com janeiro, ficando atrás apenas de Paraná (2,9%), Bahia (2,7%) e Minas Gerais (2,5%)

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Apesar do cenário de juros elevados, o comércio varejista da Paraíba registrou a quarta maior taxa de crescimento do país em fevereiro, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta quarta-feira (15).

O estado apresentou alta de 2,4% no volume de vendas na comparação com janeiro, ficando atrás apenas de Paraná (2,9%), Bahia (2,7%) e Minas Gerais (2,5%). No mesmo período, a média nacional foi de apenas 0,6%.

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Crescimento acima da média nacional

Na comparação com fevereiro do ano passado, a Paraíba também teve desempenho superior, com crescimento de 2,6%, enquanto o Brasil registrou leve alta de 0,2%. Já no acumulado do primeiro bimestre, o avanço no estado foi de 2,8%.

No indicador de comércio varejista ampliado — que inclui setores como veículos e material de construção —, a Paraíba cresceu 1,8%, novamente acima da média nacional, que ficou em 1%.

Setores em destaque

Entre os segmentos que mais impulsionaram o resultado positivo estão:

  • livros, jornais, revistas e papelaria;
  • combustíveis e lubrificantes;
  • hiper e supermercados, alimentos e bebidas;
  • artigos farmacêuticos e de perfumaria.

Por outro lado, alguns setores apresentaram retração, como:

  • informática e comunicação;
  • vestuário e calçados;
  • móveis e eletrodomésticos;
  • artigos de uso pessoal e doméstico.

Segundo o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, o resultado reflete a retomada do protagonismo de setores essenciais, especialmente supermercados e alimentos, que têm grande peso no indicador geral.

Impacto na economia

Para o secretário da Fazenda da Paraíba, Marialvo Laureano, o desempenho reforça o impacto das políticas fiscais e do ambiente econômico no estado.

“O comércio tem colocado a Paraíba em evidência nacional, gerando emprego, renda e consumo, que são os principais motores da economia”, afirmou.

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