O prefeito afastado de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), afirmou que não cometeu irregularidades durante sua atuação no cargo. A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (16), após ser alvo de uma operação da Polícia Federal.
A investigação apura um suposto esquema de contratação de empresas terceirizadas para inserir pessoas ligadas a uma facção criminosa na administração pública, além de desviar cerca de R$ 270 milhões.
No pronunciamento, o gestor disse que tem “consciência tranquila” e se colocou à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. Ele também afirmou que não teve participação em atos considerados ilegais, nem enquanto prefeito, nem durante sua atuação anterior como presidente da Câmara Municipal.
Edvaldo Neto destacou ainda que as ações investigadas, segundo ele, teriam ocorrido antes de assumir o cargo de prefeito interino. O político afirmou que, durante sua gestão, buscou atuar em parceria com órgãos de segurança para combater a atuação de organizações criminosas.
De acordo com a Justiça da Paraíba, há indícios de que o esquema envolvia fraudes em licitações e uso de empresas terceirizadas para contratação de pessoas ligadas a grupos criminosos. Parte dos recursos públicos teria sido desviada por meio de pagamentos irregulares, caracterizando suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro.
As investigações também apontam para a existência de uma “folha de pagamento paralela”, com repasse de valores a integrantes da organização e possíveis agentes públicos.
A operação foi realizada em conjunto pela Polícia Federal, Ministério Público da Paraíba e Controladoria-Geral da União, com cumprimento de mandados de busca e apreensão.
A defesa de Edvaldo Neto afirma que as acusações são infundadas e reforça que o afastamento é uma medida provisória, sem julgamento definitivo sobre o caso.
