O programa Minha Casa, Minha Vida pode passar por mudanças nos limites de renda familiar e no valor máximo dos imóveis financiados. A proposta foi enviada pelo Ministério das Cidades ao Conselho Curador do FGTS, responsável por analisar e aprovar as regras do programa. A decisão deve ocorrer em reunião prevista para o final do mês.
A iniciativa prevê a ampliação das faixas de renda e também o aumento do valor máximo dos imóveis, ampliando o acesso ao financiamento habitacional com juros abaixo dos praticados no mercado.
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Mudanças propostas nas faixas de renda
Faixa 1
- renda máxima passaria de R$ 2.850 para R$ 3.200
Faixa 2
- renda máxima passaria de R$ 4,7 mil para R$ 5 mil
Faixa 3
- renda máxima passaria de R$ 8,6 mil para R$ 9,6 mil
- valor máximo do imóvel subiria de R$ 350 mil para R$ 400 mil
Faixa 4
- renda máxima passaria de R$ 12 mil para R$ 13 mil
- valor máximo do imóvel passaria de R$ 500 mil para R$ 600 mil
Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, a proposta foi encaminhada ao grupo técnico do FGTS sem estimativa detalhada do impacto financeiro para o fundo em 2026.
Como participar do programa
O Minha Casa, Minha Vida não possui inscrição direta. Para participar, a família precisa se enquadrar nos limites de renda definidos e não possuir outro imóvel ou financiamento ativo.
O interessado deve escolher um imóvel e solicitar análise de crédito em uma instituição financeira habilitada, que será responsável pelo financiamento. O contrato não precisa ser feito exclusivamente pela Caixa Econômica Federal.
Não é obrigatório possuir saldo no FGTS, mas quem tem recursos no fundo pode utilizá-los para reduzir o valor da entrada ou amortizar parcelas do financiamento.
Limites atuais dos imóveis
Atualmente, para famílias das faixas 1 e 2, o valor máximo dos imóveis varia entre R$ 210 mil e R$ 264 mil, dependendo do tamanho do município:
- cidades com mais de 750 mil habitantes: até R$ 264 mil
- entre 300 mil e 750 mil habitantes: até R$ 250 mil
- entre 100 mil e 300 mil habitantes: até R$ 230 mil
Na faixa 3, o limite atual é de R$ 350 mil em todo o país. Já para famílias com renda de até R$ 12 mil, na modalidade voltada à classe média, o teto é de R$ 500 mil.
As taxas de juros variam conforme a faixa de renda e a localização do imóvel.
