Quem recebe R$ 3 mil por mês pode montar uma reserva de emergência a partir de aportes mensais. Segundo análise de Thaísa Durso, especialista em finanças pessoais da Rico, o valor necessário depende principalmente das despesas essenciais e da estabilidade da renda.
Uma estimativa inicial pelo método 50-30-20 considera que 50% da renda seja destinada aos gastos essenciais. Com um salário de R$ 3 mil, isso representa R$ 1.500 por mês. O ideal, porém, é substituir esse valor pelo gasto efetivo de cada pessoa.
Quanto guardar
Para quem tem renda previsível, a reserva pode começar cobrindo três meses de despesas essenciais e ser ampliada para seis meses. Já autônomos, MEIs e profissionais com renda variável podem considerar uma reserva de seis a 12 meses.
Com despesas essenciais estimadas em R$ 1.500, as metas ficam em:
- 3 meses: R$ 4.500;
- 6 meses: R$ 9.000;
- 12 meses: R$ 18.000.
Quanto guardar por mês
Uma simulação iniciada em setembro de 2026 considera aportes mensais e uma trajetória de queda da Selic, de 14% ao ano até dezembro de 2026 para 11,5% ao final de 2027.
Nesse cenário, quem guardar R$ 300 por mês, equivalente a 10% do salário, poderá acumular cerca de R$ 5.143 até dezembro de 2027. Com R$ 450 mensais, ou 15%, o valor estimado chega a R$ 7.714. Já quem conseguir guardar R$ 600 por mês, equivalente a 20% da renda, poderá chegar a aproximadamente R$ 10.285.
A simulação indica que o aporte mensal é o principal fator para a formação da reserva. O cenário de 20% permite superar a meta de R$ 9 mil no período analisado, enquanto os aportes de 10% e 15% levam a formação da reserva para 2028.
Onde guardar a reserva
A reserva de emergência deve priorizar liquidez, segurança e baixa volatilidade. Entre as opções citadas estão Tesouro Selic, CDBs de liquidez diária e fundos DI com taxa zero.
O valor da reserva pode variar conforme a estabilidade profissional, número de dependentes, outras fontes de renda e despesas com saúde. Por isso, não existe uma quantia única para todos os trabalhadores.
A simulação considera as condições de juros e tributação previstas no período e não representa garantia de rentabilidade.
