Condenada por desvio de R$ 230 milhões em Roraima é presa em Cabedelo

Mulher foi localizada no bairro de Intermares após permanecer foragida; condenação está relacionada ao esquema dos “Gafanhotos”, que envolvia funcionários fantasmas na folha de pagamento do estado. condenada-desvio-milhoes-roraima-presa-cabedelo

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Foto: Rprodução
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Uma mulher condenada a oito anos de prisão por participação em um esquema de corrupção que desviou cerca de R$ 230 milhões dos cofres públicos de Roraima foi presa nesta sexta-feira (6), em Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa. Foragida da Justiça, ela foi localizada no bairro de Intermares.

A prisão foi realizada pela Diretoria de Operações Especiais, ligada à Delegacia-Geral da Polícia Civil da Paraíba. A corporação recebeu informações da Polícia Interestadual (Polinter) de Roraima, que identificou que a condenada estaria morando no litoral paraibano.

Condenação está relacionada ao esquema dos “Gafanhotos”

De acordo com a Polícia Civil, a condenação é resultado do chamado esquema dos “Gafanhotos”, considerado um dos maiores escândalos de corrupção da história de Roraima.

O esquema funcionou entre 1995 e 2002 e consistia no desvio de dinheiro público por meio da inclusão de servidores e funcionários fantasmas na folha de pagamento do estado.

Segundo as investigações, cerca de 5,5 mil funcionários fictícios eram utilizados para viabilizar os desvios, que teriam provocado um prejuízo de aproximadamente R$ 230 milhões aos cofres públicos. O esquema recebeu o nome de “Gafanhotos” porque os envolvidos “comiam” a folha de pagamento estadual.

Investigações alcançaram políticos e gestores públicos

Quando o caso veio à tona, diversas operações policiais foram realizadas. As investigações começaram entre o fim de 2002 e o início de 2003 e alcançaram pessoas ligadas à política e à administração pública de Roraima, incluindo deputados, o então governador e conselheiros do Tribunal de Contas.

A mulher estava foragida desde o período em que o caso foi investigado e teria se mudado para a Paraíba em 2020.

Justiça de Roraima decidirá sobre transferência

Após a prisão, a mulher permanecerá inicialmente na Paraíba, enquanto a Justiça de Roraima será comunicada.

Caberá ao Judiciário do estado de origem decidir se a condenada continuará presa na Paraíba ou será transferida para Roraima, onde ocorreu o processo que resultou na condenação.

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