Projeto no Congresso pode facilitar produção de “canetas emagrecedoras” no Brasil

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Propostas em tramitação no Congresso Nacional podem mudar regras de patentes e facilitar a produção nacional de medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras”, usados no tratamento da obesidade e de diabetes tipo 2. O tema está em debate na Câmara dos Deputados e pode impactar a forma como esses produtos são fabricados e disponibilizados no país.  

Um dos projetos apresentados defende que as fórmulas desses medicamentos sejam consideradas de interesse público, o que permitiria que elas fossem tornadas públicas ou liberadas para produção por laboratórios brasileiros. A proposta partiu do deputado Mário Heringer (MG), líder do PDT, e argumenta que essas drogas têm potencial para ajudar no combate à obesidade, um dos maiores desafios de saúde pública no país, e no tratamento de condições relacionadas.  

Segundo o parlamentar, o alto custo dos medicamentos é um dos principais obstáculos ao seu uso em larga escala, tanto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) quanto por pacientes que vivem com sobrepeso ou obesidade. A ideia é que uma produção nacional, com fórmulas liberadas ou genéricas, possa reduzir preços e ampliar o acesso.  

O projeto também foi levado para análise em regime de urgência na Câmara, o que pode acelerar sua tramitação e possibilitar votações ainda antes do Carnaval, se houver apoio dos líderes partidários.  

A discussão ocorre em meio a um cenário mais amplo sobre esses medicamentos no Brasil, que já têm registrado aumento de importações e debates sobre patentes e produção nacional, e fazem parte de uma classe terapêutica amplamente usada no exterior, como o Mounjaro e o Zepbound.  

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