O ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi sorteado relator do pedido apresentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para autorizar a divulgação de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. A solicitação condiciona a liberação dos dados à adoção da mesma medida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno das eleições presidenciais.
O requerimento foi protocolado nesta terça-feira (20), após o desafio lançado durante o debate presidencial da Band, realizado no domingo (18). A proposta busca permitir que os eleitores tenham acesso às informações antes da votação, marcada para domingo (25).
Pedido inclui familiares e empresas
A solicitação apresentada pela defesa de Lula abrange informações dos últimos oito anos e inclui a primeira-dama Janja da Silva e os cinco filhos do presidente, entre eles Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
O pedido também prevê a divulgação de dados de empresas relacionadas aos candidatos, incluindo aquelas nas quais tenham participação societária ou responsabilidade sobre contas bancárias.
No caso de Flávio Bolsonaro, a proposta se estende ao ex-presidente Jair Bolsonaro, à mãe, Rogéria Bolsonaro, à esposa, Fernanda Antunes, e aos irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan Bolsonaro.
Lula defende divulgação antes da votação
No documento encaminhado ao TSE, Lula argumenta que a divulgação dos dados bancários, fiscais e telefônicos dos dois candidatos deve ocorrer antes desta quarta-feira (21), para que a população tenha acesso às informações e possa decidir livremente em quem votar.
Na segunda-feira (19), o presidente afirmou que estava disposto a autorizar a abertura dos próprios sigilos e os de seus familiares, desde que Flávio Bolsonaro concordasse em fazer o mesmo.
Durante a apresentação da proposta, Lula voltou a desafiar o adversário e declarou estar disposto a mostrar quem “é ladrão nesse país e quem é corrupto”.
Pedido foi encaminhado à Justiça Eleitoral
Com o sorteio, André Mendonça ficará responsável pela relatoria do requerimento no TSE. A solicitação formaliza a proposta de divulgação dos dados sob a condição de que a medida também seja adotada pelo candidato adversário e pelas pessoas incluídas no pedido.
A iniciativa ocorre na reta final da campanha para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
