Justiça torna réu ex-secretário de Jacaraú por assassinato do vereador Peron Filho

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A Justiça da Paraíba tornou réu o ex-secretário de Transportes e Mobilidade de Jacaraú, Jeferson Carvalho da Silva, pela participação no assassinato do vereador Peron Filho, ocorrido em setembro de 2025. O ex-gestor confessou o envolvimento no crime e foi denunciado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) por homicídio qualificado.

A decisão foi proferida pelo juiz Eduardo Barros Filho, que também converteu a prisão temporária de Jeferson em prisão preventiva. O magistrado destacou, entre os fundamentos, a confissão do acusado, laudos periciais e depoimentos de testemunhas colhidos durante a investigação.

Até a última atualização desta matéria, a defesa de Jeferson Carvalho da Silva não havia sido localizada.

No mesmo processo, a Justiça determinou a liberdade do ex-secretário de Administração de Jacaraú, Antônio Fernandes, e de Reginaldo Lindolfo da Costa, proprietário de uma pousada no município. Ambos continuam sendo investigados, mas, segundo o MPPB, ainda não há elementos suficientes para o oferecimento de denúncia formal.

Outros dois homens presos durante as investigações, apontados como possíveis executores do crime, não constam nesta denúncia. De acordo com a apuração, eles teriam sido contratados para matar o vereador, que foi baleado ao retornar de uma partida de futebol, na entrada do município de Pedro Régis.

O prefeito de Jacaraú, Márcio Aurélio Cruz, citado inicialmente como investigado pela Polícia Civil, não foi incluído como alvo da denúncia apresentada pelo Ministério Público.

Motivação do crime

Segundo o MPPB, as investigações indicam que o assassinato teria sido motivado por vingança, em razão da atuação fiscalizadora de Peron Filho contra a administração municipal de Jacaraú. No caso de Antônio Fernandes e Reginaldo Lindolfo da Costa, o Ministério Público aponta indícios de condutas posteriores ao crime, como possível tentativa de acobertamento e obstrução das investigações, mas ressalta que, até o momento, os elementos não são suficientes para formalizar denúncia.

As investigações seguem em andamento para esclarecer completamente a dinâmica do crime e identificar todos os envolvidos.

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