As investigações sobre a morte do vereador Peron Filho, de Jacaraú, tiveram um avanço significativo. O ex-secretário municipal de Transportes, Jeferson Carvalho da Silva, confessou participação no assassinato do parlamentar, ocorrido em setembro de 2025. A informação foi confirmada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB).
De acordo com nota divulgada à imprensa pelo promotor de Justiça Lean Xerex, Jeferson admitiu envolvimento direto no crime. O depoimento foi colhido na Penitenciária João Bosco Carneiro, em Guarabira, na última semana.
Segundo o MP, as investigações seguem em andamento, com análise de materiais apreendidos, para identificar a possível participação de outros envolvidos no homicídio.
Reunião com pistoleiros antes do crime
Conforme já havia sido divulgado anteriormente, a Polícia Civil da Paraíba, por meio da 7ª Delegacia Seccional (DSPC), apontou que o então secretário se reuniu com os executores do crime minutos antes da morte do vereador.
Segundo o delegado Sylvio Rabello, imagens de câmeras de segurança, dados de GPS e outras ferramentas investigativas indicaram que dois veículos, um deles pertencente ao ex-secretário, se encontraram em uma pousada próxima ao centro de Jacaraú, onde teria ocorrido uma reunião entre os envolvidos.
Cerca de 30 minutos antes do assassinato, o carro de Jeferson seguiu até o ginásio onde Peron Filho jogava futsal, enquanto o outro veículo se deslocou para as proximidades do trevo de Pedro Régis, na PB-071, local onde o vereador foi executado.
A polícia acredita que o secretário teria avisado os pistoleiros sobre a saída do vereador, possibilitando a execução.
Prisões e tentativas de ocultação
Jeferson Carvalho foi preso no dia 30 de outubro. Também foi detido o então secretário de Administração, Antônio Fernandes Alves de Carvalho, suspeito de auxiliar na ocultação de provas.
As investigações indicam que, após o crime, Jeferson se deslocou para o Rio Grande do Norte, retornando a Jacaraú horas depois. Ao chegar em casa, ele teria se desfeito de aparelhos celulares e apagado imagens das câmeras de segurança da residência, com o apoio do secretário de Administração.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, com acompanhamento do Ministério Público, para a completa elucidação do crime e responsabilização de todos os envolvidos.
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