O II Seminário e Feira de Cachaças do Brasil foi lançado, nesta terça (14), no Littoral Hotel em João Pessoa. Na ocasião foi divulgado números positivos do crescimento do mercado da cachaça nos cenários nacional e internacional, além da perspectiva de mais qualificação e oportunidades ao mercado paraibano.
O evento contou com uma entrevista coletiva seguida de degustação neste Dia Nacional da Cachaça, 13 de setembro. O Brasil Cachaças vai acontecer nos dias 20, 21 e 22 de outubro no Espaço Cultural de João Pessoa.
Fernanda Melo, organizadora do Brasil Cachaça, fez o lançamento apresentando aos jornalistas e convidados o site do Brasil Cachaças e destacando o caráter nacional e internacional que o evento terá. “Teremos rodadas de negócios nacionais e internacionais entre produtores e compradores, seminários da cachaça com mesas redondas contendo palestras e discussões de diversos temas; na feira, teremos estandes das cachaças e uma cachaçaria, onde haverá concurso de drinks”.
O Diretor Executivo do IBRAC, Carlos Lima, trouxe dados que confirmam o crescimento do setor, mesmo num cenário de Pandemia. Segundo os dados, a variação percentual das exportações de Cachaça realizadas de janeiro a agosto de 2022, no comparativo com 2021, apresentou crescimento de 62,49 % em valor (US$ 13,10 milhões) e de 26,84% em volume (5,9 milhões de litros).
Em 2021, nesse mesmo período, foram exportados o equivalente a US$ 8.066.791,00 em valor, e 4.710.930 litros em volume. Os dados são do Comex Stat (Ministério da Economia), compilados pelo Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), entidade representativa do setor. Atualmente, a Cachaça é exportada para 66 países, principalmente para os Estados Unidos, Alemanha, Portugal e Itália.
“Também houve evolução o mercado interno”, destacou Lima, explicando que de acordo com relatório anual de bebidas alcóolicas da Euromonitor International, líder global no fornecimento de pesquisa de mercado, no comparativo entre 2021 e 2020, o crescimento foi de 30% em valor (atualmente, um mercado de R$ 15,55 bilhões) e 18% em volume (totalizando 469.725,2 milhões de litros).
A cachaça é exportada para 67 países hoje. “Mas a gente ainda exporta menos de 1% do que produzimos, portanto, temos um grande mercado internacional a ser conquistado”, avalia Carlos Lima.
QUALIFICAÇÃO
O Presidente da Fapesq-PB, Roberto Germano, concorda que há ainda um mercado externo a ser conquistado pelo Brasil e o caminho é investir no conhecimento. “Não há qualidade quando a gente não pensa na base tecnológica que a gente aplica a esse produto. Por isso, a Fapesq abraçou o plano de governo de incentivar a qualidade da cachaça, pensando numa linha de conhecimento”.
Germano destacou no lançamento os editais da instituição que apoiam projetos de pesquisas que estudem a qualidade do produto, além da preocupação com cursos de pós-graduação, oferecendo bolsas para pesquisadores estudarem a temática, assim como os investimentos em apoio a eventos como o Brasil Cachaças que chega para contribuir com a qualificação do setor. “A Cachaça na Paraíba é um objeto de ciência e esperamos que os investimentos sejam cada vez maiores”, avisa.
O Brasil Cachaças é um evento patrocinado pela prefeitura de João Pessoa e tem como parceiros colaborativos o Governo do Estado da Paraíba, Fundação de Apoio à Pesquisa (Fapesq-PB), Fecomercio-PB, Sebrae-PB, prefeitura de Cabedelo, Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), Associação Paraibana de Produtores de Cachaça de Alambique (ASPECA) e Associação de Produtores de Cachaça de Areia (APCA).
