Polícia pede prisão preventiva de delegado e investigadores suspeitos de tráfico de drogas

Esquema é investigado há mais de um ano e veio à tona durante a Operação Perfidus, deflagrada no mês passado

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A Polícia Civil solicitou, nesta quinta-feira (16), a prisão preventiva do delegado Braz Morroni e de dois investigadores da corporação, suspeitos de envolvimento com facções criminosas. O esquema é investigado há mais de um ano e foi descoberto durante a Operação Perfidus, deflagrada no mês passado.

Em um dos inquéritos já concluídos, os investigados foram indiciados por participação na subtração de entorpecentes e pela elaboração de boletins de ocorrência com informações falsas — documentos usados para dar aparência de legalidade às ações ilícitas.

As investigações reuniram provas que demonstram, de forma individualizada, a participação de cada um nas diferentes etapas do esquema criminoso: da localização e retirada dos entorpecentes à distribuição, comercialização e recebimento de valores oriundos do tráfico.

Para dar mais organização e agilidade à apuração, os procedimentos foram desmembrados em núcleos temáticos, o que evita o acúmulo de informações em um único processo e facilita a compreensão das condutas investigadas.

Os outros três inquéritos derivados da Operação Perfidus seguem em andamento e apuram crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e associação para o tráfico.

As investigações também identificaram indícios de manipulação de procedimentos policiais, retirada clandestina de drogas apreendidas oficialmente e vazamento de informações sigilosas sobre operações policiais para integrantes do tráfico.

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