Perícia não encontra sinais clássicos de intoxicação em mulher que morreu após comer pizza na PB

Exames toxicológicos ainda estão em andamento e devem esclarecer morte e surto que deixou mais de 100 pessoas doentes em Pombal

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Foto: Reprodução
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A perícia realizada no corpo de Raíssa Meritein Bezerra e Silva, de 44 anos, não identificou “sinais clássicos de intoxicação alimentar” durante a necropsia. A mulher morreu após consumir pizza em uma pizzaria no município de Pombal, no Sertão da Paraíba.

De acordo com o Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol), exames toxicológicos ainda estão em andamento e serão fundamentais para esclarecer a causa da morte e o surto que deixou mais de 100 pessoas com sintomas de intoxicação alimentar.

Segundo o diretor do Numol de Cajazeiras, Luiz Rustenes, a análise inicial não apontou alterações típicas nos órgãos.

“Durante a necropsia, não foi evidenciado sinal clássico de intoxicação. Solicitamos exames toxicológicos para identificar possíveis substâncias externas”, explicou.

Entre os sinais que normalmente são observados em casos de intoxicação e não foram encontrados, estão:

  • Edema cerebral
  • Congestão meníngea
  • Edema pulmonar intenso
  • Hemorragias difusas
  • Odor característico

O próximo passo é a análise laboratorial, que poderá identificar substâncias microscópicas não visíveis na perícia inicial. O prazo para conclusão dos laudos é de até 10 dias, podendo ser ampliado.

A Polícia Civil da Paraíba investiga o caso como possível homicídio culposo, além de apurar o crime de venda de alimento impróprio para consumo, previsto na legislação.

De acordo com o delegado Rodrigo Barbosa, amostras do corpo da vítima, dos alimentos e das pizzas foram recolhidas para análise.

“A morte passa a ser tratada como possível homicídio culposo. Precisamos esclarecer o que aconteceu com base nos alimentos utilizados”, afirmou.

A investigação também busca identificar se houve negligência por parte dos responsáveis pelo estabelecimento.

O dono da pizzaria, Marcos Antônio, afirmou que não teve intenção de causar danos e disse estar colaborando com as autoridades, fornecendo materiais e informações para a apuração.

Raíssa era engenheira agrônoma e servidora pública. Ela passou mal após consumir uma pizza ao lado do namorado, chegou a receber atendimento médico, mas teve rápida piora clínica e morreu na terça-feira (17).

O caso segue sob investigação, e os resultados dos exames toxicológicos serão decisivos para esclarecer o que provocou a morte e o surto alimentar.

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