Moradores protestam após morte de dois homens em confronto com a PM em João Pessoa

Manifestantes atearam fogo em pneus na comunidade São Domingos, no Altiplano. Polícia Militar afirma que agentes foram recebidos a tiros, mas moradores contestam a versão.

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Foto: Redes Sociais
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Moradores da comunidade São Domingos, no bairro do Altiplano, em João Pessoa, realizaram um protesto na terça-feira (20) após a morte de dois homens em um confronto com a Polícia Militar. Durante a manifestação, pneus foram incendiados, e agentes da PM acompanharam o ato.

O protesto afetou o trânsito na região. A manifestação ocorreu após uma ação policial que terminou com a morte dos dois homens.

Polícia afirma que foi recebida a tiros

De acordo com informações divulgadas pela TV Cabo Branco, o comandante do Batalhão Especializado em Policiamento Turístico (BEPTur), tenente-coronel Alysson, afirmou que a ação policial ocorreu após disparos que teriam sido feitos inicialmente pelos dois homens.

Em comunicado após a ocorrência, a Polícia Militar informou que equipes das Rondas Ostensivas de Natureza Especial (RONE) foram recebidas a tiros na comunidade e revidaram.

Segundo a corporação, a operação aconteceu após denúncias de que homens armados estariam ameaçando moradores da região.

Moradores contestam versão dos policiais

Moradores da comunidade contestam a versão apresentada pela Polícia Militar. Segundo eles, os dois homens não atiraram contra os agentes e os policiais teriam efetuado os primeiros disparos.

As circunstâncias do confronto e as versões apresentadas deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.

Armas, munições e drogas foram apreendidas

Segundo policiais que participaram da ocorrência, os dois homens teriam ligação direta com a liderança de uma facção criminosa que atua na região.

Durante a ação, os agentes apreenderam duas armas de fogo, mais de 15 munições, porções de cocaína e dinheiro. O material foi encaminhado à Cidade da Polícia, localizada no bairro do Geisel, em João Pessoa.

Ainda conforme a Polícia Militar, um dos homens mortos utilizava tornozeleira eletrônica e tinha registros anteriores relacionados a porte ilegal de arma, associação criminosa e formação de quadrilha.

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