Justiça não encontrou “Vaqueirinho” para internação antes do ataque na Bica

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A Justiça da Paraíba tentou, por três vezes, localizar Gerson de Melo Machado, conhecido como “Vaqueirinho”, para que ele cumprisse uma determinação de internação psiquiátrica, mas todas as diligências ficaram sem êxito. O jovem morreu no último domingo (30) após ser atacado por uma leoa no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, em João Pessoa.

Segundo apuração do Portal MaisPB, as tentativas ocorreram ao longo do mês de novembro e revelam que o réu não foi encontrado em nenhum dos endereços vinculados ao processo.

A primeira diligência aconteceu no início de novembro, quando um oficial de Justiça foi ao Presídio do Róger para intimá-lo sobre a medida judicial. Ao chegar ao local, constatou que Gerson já havia sido posto em liberdade por meio de alvará de soltura.

Dias depois, uma segunda tentativa foi feita em um endereço ligado à sua antiga casa de acolhimento. A oficial responsável registrou que Vaqueirinho havia atingido a maioridade e não morava mais no local.

A terceira tentativa, realizada em 27 de novembro, reiterou que o acusado permanecia em liberdade. O relatório apontou que só seria possível expedir a guia de internação mediante a emissão de um novo mandado de prisão, o que dependia de sua localização.

Documentos anexados ao processo indicam que, desde o início do ano, equipes médicas já recomendavam a internação de Gerson para tratamento adequado. Em fevereiro, foi solicitado que ele fosse transferido para uma unidade com melhores condições de cuidado. O laudo integra o processo em que o jovem respondia por ter danificado o Centro Educacional do Adolescente (CEA).

Em 25 de novembro, cinco dias antes do ataque, a juíza Michelline Jatobá concedeu liberdade provisória ao réu, mediante o cumprimento de medidas cautelares, como comparecimento a todos os atos do processo, proibição de deixar a comarca por mais de 15 dias, não mudar de endereço sem comunicação prévia, não praticar novas infrações, recolhimento domiciliar noturno das 20h às 8h e encaminhamento ao CAPS AD III para tratamento psiquiátrico.

A prisão anterior de Gerson ocorreu em 24 de novembro, quando ele foi detido após apedrejar uma viatura da Polícia Militar. Os policiais relataram comportamento agressivo e desorientado, o que reforçou suspeitas de transtornos psiquiátricos e dependência química. No dia seguinte, a juíza Michelline Jatobá determinou sua liberdade provisória e solicitou avaliação especializada, citando sinais evidentes de transtorno mental e uso de drogas.

Com informações do Mais PB.

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