Fiscalização na Orla de João Pessoa flagra descarte irregular e autua estabelecimentos

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Foto: reprodução
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No primeiro dia de fiscalização para apurar o lançamento irregular de esgoto no mar da Orla de João Pessoa, realizado nesta sexta-feira (9), órgãos ambientais autuaram estabelecimentos comerciais após identificarem irregularidades nas redes de drenagem e esgoto.

Durante a ação, as equipes utilizaram robôs equipados com câmeras para percorrer galerias pluviais e redes de esgotamento sanitário. As imagens revelaram acúmulo de lixo nos locais, o que indica descarte irregular de resíduos e falhas na manutenção dos sistemas.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente de João Pessoa, Welison Silveira, a força-tarefa contou com a atuação conjunta da Seinfra, Emlur e Semam, que acompanharam a limpeza das galerias e orientaram os estabelecimentos sobre a necessidade de manutenção das caixas de gordura. Já as equipes da Cagepa, Sudema e Semas ficaram responsáveis pela fiscalização das caixas de gordura e da rede coletora de esgoto.

Segundo o secretário, foram encontradas caixas de gordura obstruindo a rede de esgoto e outras em condições precárias de limpeza, reforçando a suspeita de descarte inadequado de resíduos sólidos. Ele alertou que a falta de manutenção pode resultar em sanções severas, como multas elevadas, embargos e até a suspensão das atividades comerciais.

A Secretaria de Meio Ambiente informou ainda que irá se reunir com representantes do setor de bares e restaurantes na próxima semana para discutir soluções para o problema. Além disso, a fiscalização será intensificada quanto ao descarte de lixo gerado por comerciantes informais, especialmente trailers e barracas de venda de alimentos instalados na orla.

A lista dos bares e restaurantes autuados ou embargados será divulgada posteriormente pela Superintendência de Meio Ambiente da Paraíba (Sudema), responsável pela aplicação das penalidades.

A operação é coordenada pelo Ministério Público da Paraíba e envolve a atuação integrada da Sudema, Cagepa e das secretarias de Meio Ambiente do município e do estado. O objetivo é identificar ligações clandestinas, irregularidades em sistemas sanitários e práticas que possam causar danos ambientais ao litoral da capital.

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