A advogada criminalista Ana Paula Rocha de Jesus, de 45 anos, assassinada a tiros no Centro de Governador Valadares, em Minas Gerais, dedicava parte da carreira à defesa dos direitos das mulheres e ao combate à violência doméstica.
Segundo a Polícia, ela foi morta pelo ex-marido na tarde de terça-feira (16). Após o crime, o suspeito tirou a própria vida.
Ana Paula atuava em casos relacionados à proteção de mulheres vítimas de violência e participava de palestras, debates e ações de conscientização sobre feminicídio.
Advogada alertava sobre violência contra mulheres
Cerca de um mês antes do assassinato, Ana Paula participou de um podcast em que falou sobre violência doméstica e destacou a importância das medidas protetivas como ferramenta de proteção às vítimas.
Nas redes sociais e em eventos públicos, a advogada também abordava a necessidade de combater o feminicídio e fortalecer políticas de enfrentamento à violência contra a mulher.
Apesar da atuação profissional na área, Ana Paula também vivia uma situação de violência. Ela tinha uma medida protetiva contra o ex-marido e havia registrado um boletim de ocorrência dois dias antes do crime por descumprimento da ordem judicial.
Ex-marido teria descumprido medida protetiva
De acordo com o registro policial, Ana Paula relatou que o ex-companheiro entrou em um bar onde ela estava e teria feito ameaças e ofensas em público.
À polícia, ela afirmou que era perseguida constantemente pelo homem.
Segundo a Polícia Militar, o casal estava separado havia cerca de três anos e já existia um histórico de violência doméstica.
As autoridades informaram que o caso estava sendo acompanhado após relatos de descumprimento da medida protetiva.
Crime aconteceu em estacionamento no Centro de Governador Valadares
O assassinato ocorreu em um estacionamento localizado na Rua Belo Horizonte, na região central da cidade.
Segundo a Polícia Militar, o ex-marido se aproximou da vítima e efetuou os disparos. Em seguida, atirou contra si mesmo.
Testemunhas disseram que Ana Paula teria tentado sair do local ao perceber a presença do homem, mas foi alcançada.
Câmeras de segurança registraram a ação, e a Polícia Civil investiga o caso como feminicídio.
A morte da advogada gerou repercussão entre profissionais da área jurídica e defensores dos direitos das mulheres.
