Mais de 40 pacientes foram resgatados na tarde desta sexta-feira (6) de uma comunidade terapêutica no município do Conde, na Grande João Pessoa. A ação foi realizada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), após uma denúncia anônima relatar agressões físicas, uso irregular de medicamentos para sedação e restrição de contato com familiares.
No local, os internos relataram maus-tratos e disseram que queriam deixar a unidade, que deveria funcionar de forma voluntária. Eles também afirmaram que as conversas com familiares eram monitoradas por funcionários.

A comunidade estava com o alvará vencido e foi multada em R$ 100 mil por reincidência. Segundo o MPPB, a Vigilância Sanitária já havia apontado o mesmo problema em 2023.
Ainda de acordo com o promotor Demetrius Castros, as receitas eram assinadas por um profissional sem especialização em psiquiatria, e os medicamentos injetáveis eram aplicados por um auxiliar de enfermagem.
A operação teve apoio da Vigilância Sanitária Estadual, do Conselho Regional de Psicologia, da Secretaria de Ação Social do Conde, da Vigilância Sanitária Municipal, além da Polícia Militar e da Polícia Civil.
A unidade foi interditada, e um inquérito civil foi aberto para investigar o caso. Os órgãos envolvidos vão apresentar relatórios com os detalhes da operação.
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