Sinduscon-JP defende retomada do debate sobre aterro das praias de João Pessoa

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O Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa (Sinduscon-JP) manifestou, nesta terça-feira (25), apoio à retomada das discussões sobre a engorda das praias da capital. A entidade defende que a cidade “não pode se esconder desse debate” e que o aterro pode trazer benefícios para a mobilidade urbana, a preservação ambiental e o turismo. O posicionamento do sindicato veio após o secretário de Turismo de João Pessoa, Vitor Hugo, também se mostrar favorável à pauta.

Para o presidente do Sinduscon-JP, Ozaes Mangueira, a discussão deve ser técnica e livre de preconceitos. “O avanço do mar ameaça o nosso ponto mais oriental, e ignorar isso pode trazer danos irreversíveis. Precisamos buscar especialistas, ouvir os estudos e entender qual a melhor solução para preservar a cidade”, afirmou.

O Sinduscon-JP reforçou seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e afirmou estar à disposição para debater o tema. “É fundamental que toda a sociedade se envolva e que essa decisão seja tomada com base em critérios técnicos, e não em desinformação ou interesses paralelos”, concluiu Ozaes.

Histórico do projeto

O debate sobre o aterro das praias em João Pessoa não é novo. Em 2023, a Prefeitura contratou a empresa Alleanza Projetos e Consultoria para elaborar um projeto de alargamento das praias do Bessa, Manaíra, Ponta dos Seixas e Jacarapé. Na época, a proposta enfrentou resistência da população e foi cancelada pelo prefeito Cícero Lucena (PP).

Lucena defendia que o projeto traria “benefícios e proteção” para a orla, incluindo a criação de uma terceira pista na Avenida Manaíra e a interligação entre a Praia do Seixas e a Barreira do Cabo Branco. Com o cancelamento, a gestão decidiu concentrar esforços na recuperação da barreira.

Ministério Público questionou projeto

O projeto inicial do aterro foi alvo de questionamentos do Ministério Público de Contas (MPC) e do Ministério Público Federal (MPF). O MPC pediu que a Prefeitura detalhasse o andamento do projeto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB). Já o MPF apontou falta de transparência na proposta e instaurou um inquérito para investigar o caso.

Agora, com o retorno da discussão, o futuro da engorda das praias volta a ser pauta no debate público da capital.

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