A patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, caiu nesta sexta-feira (20) no Brasil, encerrando a exclusividade da fabricante e abrindo espaço para que outros laboratórios passem a produzir o medicamento.
Com o fim da proteção, empresas concorrentes já podem desenvolver e comercializar versões semelhantes, desde que obtenham aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A patente tinha validade de 20 anos a partir do depósito, realizado em 2006, e não pôde ser prorrogada após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A principal expectativa com a mudança é a redução nos preços, já que a entrada de concorrentes tende a aumentar a oferta do medicamento.
Especialistas apontam que versões genéricas ou similares podem chegar ao mercado com valores menores, ampliando o acesso ao tratamento de diabetes e obesidade.
No entanto, essa queda não deve acontecer de forma imediata. Isso porque os novos produtos ainda precisam passar por processos de aprovação e produção, o que pode levar meses ou até anos.
A perda da patente já movimenta o setor farmacêutico. Diversos laboratórios brasileiros e internacionais estão se preparando para lançar versões da semaglutida.
A Anvisa já recebeu múltiplos pedidos de registro, e a expectativa é que os primeiros medicamentos concorrentes cheguem às farmácias ainda em 2026.
O mercado de medicamentos dessa classe, conhecidos como análogos de GLP-1, movimenta bilhões de reais por ano no país e pode crescer ainda mais com a ampliação da concorrência.
A mudança marca uma nova fase para o acesso a esse tipo de tratamento no Brasil, com potencial de ampliar o consumo e tornar o medicamento mais acessível à população.
