A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) divulgou, nesta terça-feira (12), o quinto Boletim Epidemiológico de 2026 sobre arboviroses. Até o dia 2 de maio, o estado registrou 2.489 casos prováveis de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.
Do total de notificações, foram contabilizados:
- 2.398 casos prováveis de dengue;
- 88 casos de chikungunya;
- 3 casos de zika.
Segundo a SES, não há casos confirmados de febre do Oropouche no período analisado.
LEIA TAMBÉM: Supermercados da Paraíba defendem contratação por hora como alternativa ao fim da escala 6×1
Dengue representa mais de 96% dos casos
De acordo com a responsável técnica pelas arboviroses da SES, Carla Jaciara Jaruzo, a dengue continua sendo a principal preocupação.
“Hoje, mais de 96% dos casos prováveis de arboviroses na Paraíba são de dengue. Por isso, é importante que a população fique atenta a sintomas como febre, dor abdominal, náuseas e vômitos persistentes, buscando atendimento de forma oportuna para evitar o agravamento dos casos”, destacou.
Uma morte confirmada e oito em investigação
Até a 17ª Semana Epidemiológica, a Paraíba confirmou um óbito por dengue. A vítima foi um homem adulto jovem com comorbidades, que apresentou sinais de alerta e teve agravamento do quadro.
Além desse caso, outros oito óbitos seguem em investigação.
Regiões com maior incidência
As maiores taxas de ocorrência estão concentradas na 1ª, 7ª e 11ª Regiões de Saúde, que incluem municípios como:
- João Pessoa
- Mamanguape
- Itaporanga
- Princesa Isabel
- Tavares
- Juru
Apesar da circulação dos vírus, o boletim aponta que o estado apresenta baixa sazonalidade, com redução nos registros de dengue e chikungunya em comparação com o mesmo período de 2025.
Diferentes variantes da dengue circulam no estado
O levantamento identificou a presença de vários sorotipos do vírus da dengue na Paraíba.
Na capital, circulam os tipos DENV-2 e DENV-3. Já o DENV-4 foi detectado em Guarabira e Barra de São Miguel.
O monitoramento é realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB), por meio de exames laboratoriais.
Medidas de combate
Entre as ações adotadas pela Secretaria de Saúde estão:
- Aplicação do fumacê em áreas prioritárias;
- Uso de larvicidas;
- Instalação de ovitrampas;
- Reforço da vigilância entomológica em parceria com os municípios.
A SES orienta a população a eliminar recipientes com água parada e comunicar locais abandonados com possíveis focos do mosquito.
Documentos oficiais
O boletim completo pode ser consultado em Boletim Epidemiológico nº 5 de 2026.
A Nota Técnica nº 04/2026 está disponível em Nota Técnica sobre anomalias congênitas e arboviroses.
