Anvisa aprova novo medicamento para prevenção do HIV-1 com aplicação semestral

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (12), uma nova indicação do medicamento Sunlenca (lenacapavir) para a prevenção do HIV-1. O fármaco passa a ser utilizado como profilaxia pré-exposição (PrEP) para reduzir o risco de infecção por via sexual em adultos e adolescentes a partir de 12 anos, com peso mínimo de 35 quilos.

O Sunlenca atua impedindo a replicação do vírus no organismo e poderá ser administrado por meio de comprimido oral, utilizado no início do tratamento, ou por injeção subcutânea aplicada a cada seis meses. Antes de iniciar o uso, é obrigatório que o paciente realize teste com resultado negativo para HIV-1.

Segundo dados apresentados à Anvisa, os estudos clínicos demonstraram 100% de eficácia na redução da incidência do HIV-1 em mulheres cisgênero, 96% em comparação com a incidência de base e 89% de superioridade em relação à PrEP oral diária. Com isso, o medicamento surge como uma alternativa inovadora, com regime semestral, que pode facilitar a adesão ao tratamento e reduzir a sobrecarga nos serviços de saúde.

Apesar da aprovação, o Sunlenca ainda depende da definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A eventual incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS) será avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e pelo Ministério da Saúde.

A PrEP integra a estratégia de prevenção combinada contra o HIV, que inclui testagem regular, uso de preservativos, tratamento antirretroviral, profilaxia pós-exposição (PEP) e cuidados específicos para gestantes. Em julho de 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a recomendar o lenacapavir como uma das melhores opções adicionais de PrEP, atrás apenas de uma vacina.

A aprovação ocorre em um contexto positivo para o Brasil na luta contra o HIV. Em 2025, o país alcançou a eliminação da transmissão vertical do vírus, quando ocorre da mãe para o bebê, com índices abaixo de 0,5 caso por mil nascidos vivos. O feito rendeu ao Brasil o certificado da Organização Pan-Americana da Saúde/OMS, colocando o país em destaque no cenário global da saúde pública.

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