Especialistas apontam uso da inteligência artificial como maior desafio da Justiça Eleitoral nas Eleições 2026

Advogados eleitoralistas afirmam que a IA pode potencializar a disseminação de desinformação e testar a eficácia da legislação eleitoral durante a campanha.

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Reprodução
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O uso da inteligência artificial (IA) durante a campanha eleitoral de 2026 é apontado como a principal preocupação da Justiça Eleitoral. A avaliação foi feita pelos advogados eleitoralistas Fábio Andrade e José Edísio Souto durante entrevista concedida ao programa Hora H, da TV Norte Paraíba, na noite desta segunda-feira (6).

Segundo José Edísio Souto, o avanço da tecnologia representa um novo desafio para o processo eleitoral, especialmente pelo potencial de utilização indevida da inteligência artificial.

“Esse tema é a preocupação número um da Justiça Eleitoral. O uso da Inteligência Artificial pode ter muita coisa negativa. Ao mesmo tempo que é um tema novo, é um tema que preocupa muito”, afirmou.

IA será o grande desafio das Eleições 2026

Para Fábio Andrade, a eleição deste ano colocará à prova a capacidade da legislação e da estrutura da Justiça Eleitoral de lidar com os avanços tecnológicos.

“O uso da Inteligência Artificial será o grande teste e o grande desafio da Justiça Eleitoral. Resta saber se a legislação e a estrutura existentes serão suficientes ou se aqueles que utilizam a tecnologia conseguirão superar os mecanismos de controle”, avaliou.

Especialistas alertam para o risco de ampliar a desinformação

Durante a entrevista, José Edísio Souto destacou que a inteligência artificial já vem sendo utilizada de forma inadequada em diferentes contextos e demonstrou preocupação com seu impacto durante a disputa eleitoral.

“A preocupação é que ela já vem sendo usada de forma negativa. Imagine em uma disputa para presidente e governador. A tendência é que também seja utilizada dessa maneira. Não sei se existe estrutura suficiente para controlar isso em um país do tamanho do nosso”, disse.

Na mesma linha, Fábio Andrade afirmou que, se nas eleições de 2022 o principal desafio foi o combate às fake news, em 2026 o cenário se torna ainda mais complexo.

“Além das fake news, agora há a inteligência artificial, que pode ser utilizada justamente para potencializar a disseminação de conteúdos falsos”, ressaltou.

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