A Polícia Rodoviária Federal registrou em 2025 a apreensão de aproximadamente 1,752 tonelada de cocaína nas rodovias federais da Paraíba. O volume representa um aumento de 2.173% em comparação com 2024, segundo balanço anual divulgado pela corporação nesta quarta-feira (7).
O resultado foi impulsionado, principalmente, por uma ocorrência histórica. Em junho, na BR-101, no município de Alhandra, um homem de 40 anos foi preso ao transportar 1.310 quilos de cocaína escondidos em um caminhão. Foi a maior apreensão da droga já realizada pela PRF no estado.
Além da cocaína, a fiscalização também retirou de circulação grandes quantidades de maconha. De acordo com o levantamento, cerca de 1,379 tonelada do entorpecente foi apreendida ao longo do ano passado, em operações voltadas ao combate ao tráfico.
O trabalho da corporação possibilitou ainda a recuperação de aproximadamente 550 veículos roubados ou adulterados. Os automóveis foram identificados durante abordagens e checagens de rotina nas estradas federais paraibanas.
Paralelamente às ações repressivas, a PRF ampliou atividades educativas. Conforme o inspetor Francimuller Nascimento, mais de 31 mil pessoas foram sensibilizadas em 2025 por meio de palestras, cinema rodoviário e o projeto Educar PRF, presente em 45 municípios com acordos de cooperação técnica. A iniciativa leva a crianças e jovens conceitos de cidadania e de segurança no trânsito.
Indicadores operacionais também avançaram. O número de veículos fiscalizados cresceu 19%, passando de 91.760 em 2024 para 109.652 em 2025. Os testes de etilômetro aumentaram 30%, totalizando 96.302 exames no ano passado.
As prisões por embriaguez ao volante subiram 22%. Foram 116 detenções em 2025 contra 95 no ano anterior. Em relação às infrações, houve leve elevação nos registros de embriaguez ou recusa ao bafômetro, de 871 para 942 ocorrências.
O balanço apontou ainda aumento expressivo das autuações por excesso de velocidade captadas por radar: 49.661 registros em 2025, ante 35.236 em 2024. Já entre motociclistas, verificou-se redução nas infrações por condução sem capacete, tanto de condutores quanto de passageiros.
Para a PRF, os números refletem o fortalecimento da fiscalização e a maior presença da corporação nas rodovias federais, com ações integradas de enfrentamento à criminalidade e de prevenção a acidentes.
