PF cumpre mandados em João Pessoa durante operação contra abuso sexual infantil na internet

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (8), a Operação Nacional Proteção Integral III, em uma ação conjunta com as Polícias Civis de 16 estados brasileiros, com o objetivo de identificar e prender criminosos envolvidos em crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes praticados, principalmente, pela internet.

A operação cumpre 182 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão preventiva em todo o país. Até o momento, foram registradas 49 prisões em flagrante, 2 apreensões de menores e 2 vítimas resgatadas — números que ainda estão sendo atualizados.

Na Paraíba, a operação teve ações em João Pessoa, onde foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão. As diligências ocorreram em endereços investigados por suspeita de armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantil na internet.

Participam da operação 617 policiais federais e 273 policiais civis dos estados de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Coordenada pela PF, a operação faz parte de uma estratégia nacional de combate a crimes cibernéticos que violam a dignidade sexual de crianças e adolescentes. A ação também reforça a integração entre forças federais e estaduais, demonstrando o compromisso conjunto com a proteção da infância e da adolescência.

A Operação Proteção Integral III dá continuidade às duas edições anteriores, realizadas em março e maio de 2025, consolidando o trabalho permanente da Polícia Federal no combate a esse tipo de crime.

De acordo com a PF, apenas entre janeiro e setembro de 2025, já foram cumpridos mais de 1.630 mandados de prisão contra foragidos condenados por crimes sexuais, o que evidencia o empenho da instituição em proteger crianças e adolescentes e responsabilizar os autores dessas práticas.

A Polícia Federal também fez um alerta a pais e responsáveis, destacando a importância de acompanhar e orientar o uso da internet por crianças e adolescentes. Segundo o órgão, o diálogo aberto sobre riscos e o ensino de como agir diante de contatos inadequados são as principais ferramentas de prevenção.

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