A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (31), a Operação Phantom com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em crimes cibernéticos no Sertão do estado. Ao todo, quatro pessoas foram presas.
A ação foi coordenada pela Delegacia de Homicídios e Entorpecentes de Patos (DHE) e pela Unintelpol, com apoio da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), do Grupo Tático Especial (GTE) da 17ª DSPC e da Polícia Civil do Ceará.
De acordo com as investigações, o grupo utilizava técnicas de “violência cognitiva” para induzir vítimas e facilitar furtos eletrônicos contra instituições financeiras. A organização atuava nos estados da Paraíba e do Ceará.
Ainda conforme a apuração, o líder da organização, responsável pela programação dos ataques, operava a partir de Patos. Já outros integrantes atuavam no Ceará, sendo responsáveis pelo vazamento de dados das vítimas, prática conhecida como “tripeiro”.
As investigações também identificaram um esquema de lavagem de dinheiro, com uso de lojas de roupas e artigos de luxo para ocultar valores ilícitos nos dois estados.
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva — três em Patos/PB e um em Cascavel — além de 14 mandados de busca e apreensão, sendo sete em Fortaleza, um em Cascavel/CE e seis em Patos/PB.
Durante a operação, foram apreendidos celulares, tablets e computadores. Também houve o sequestro de um veículo modelo SW4, avaliado em aproximadamente R$ 300 mil, além da restrição de alienação de um imóvel de luxo localizado em Patos.
A Operação Phantom terá continuidade para identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa. A Polícia Civil reforçou o compromisso com o combate ao crime organizado e a promoção da segurança pública no estado.
