Jovem agredido por PM no São João de Campina Grande diz que não participou de confusão

Johnny Palmeira, de 18 anos, sofreu ferimentos no rosto e precisou levar oito pontos após abordagem registrada em vídeo no Parque do Povo.

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Foto: Reprodução / TV Paraíba
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O jovem Johnny Palmeira, de 18 anos, afirmou que não teve envolvimento em nenhuma briga antes de ser agredido por um policial militar durante os festejos juninos no Parque do Povo, em Campina Grande. O caso aconteceu na noite da última sexta-feira (6) e ganhou repercussão após a divulgação de vídeos nas redes sociais.

Em entrevista à TV Paraíba, Johnny relatou que estava próximo de uma confusão, mas decidiu se afastar quando percebeu o tumulto. Segundo ele, a situação já havia sido encerrada quando foi surpreendido pela ação do policial.

De acordo com o jovem, o agente se aproximou apontando em sua direção e iniciou as agressões sem qualquer diálogo prévio. Ele afirma que não teve oportunidade de explicar que não participava da confusão.

As imagens compartilhadas na internet mostram o momento em que o policial desfere socos contra Johnny. Após ser atingido, o jovem cai ao chão e é auxiliado por pessoas que acompanhavam a cena. O vídeo também indica que ele não reagiu durante a abordagem.

Com ferimentos no rosto, Johnny recebeu os primeiros socorros ainda no local do evento. Em seguida, foi encaminhado para atendimento hospitalar. O jovem sofreu cortes na boca, precisou levar oito pontos e teve um dos dentes quebrados.

Mesmo após receber alta médica, ele relata que ainda enfrenta dificuldades causadas pelas lesões. Entre os principais problemas estão dores e limitações para se alimentar e falar normalmente.

Diante do ocorrido, a família informou que pretende adotar medidas judiciais contra o policial envolvido na ação. A defesa de Johnny sustenta que as imagens gravadas por testemunhas representam uma prova importante para a apuração do caso e avalia possíveis responsabilizações nas esferas administrativa, criminal e cível.

Em nota oficial, a Polícia Militar da Paraíba informou que instaurou um procedimento interno para investigar a conduta do agente. Enquanto as apurações estiverem em andamento, o policial permanecerá afastado das atividades operacionais.

A defesa do militar declarou que acompanha o processo e ressaltou que o profissional possui mais de uma década de atuação na corporação, sem registros anteriores de punições disciplinares. Os advogados afirmaram ainda que irão aguardar a conclusão das investigações antes de se manifestarem sobre o mérito do caso.

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