No Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, celebrado na última sexta-feira (11), o Ministério da Saúde destacou a necessidade de conscientização sobre os riscos dessa doença crônica. A obesidade afeta pessoas de todas as idades e está associada a sérios problemas de saúde, como doenças cardiovasculares e diabetes, além de estigmas que podem levar a questões psicológicas, como depressão e baixa autoestima.
A pesquisa Vigitel, realizada pelo ministério, revelou que a obesidade aumentou de 11,8% em 2006 para 24,3% em 2023 entre os entrevistados. Na capital paraibana, João Pessoa, cerca de 21,4% dos homens e 23,3% das mulheres estão obesos. Dados de 2020 indicam que o sobrepeso e a obesidade foram responsáveis por 12,6% das mortes no Brasil.
A diretora do Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis do Ministério, Letícia Cardoso, enfatizou a importância do monitoramento dos indicadores de saúde para o planejamento de políticas públicas. O Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) estabelece metas para conter o crescimento da obesidade até 2030.
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O Ministério também disponibiliza recursos e guias sobre alimentação saudável e atividade física para a população, além de oferecer acompanhamento multidisciplinar no SUS para pessoas com sobrepeso e obesidade.
A Atenção Primária à Saúde (APS) no SUS atua como o principal ponto de contato da população com a saúde pública, oferecendo acompanhamento multidisciplinar por meio da Estratégia Saúde da Família e equipes multiprofissionais. Essa abordagem visa informar sobre alimentação saudável e prevenir a obesidade, que não é apenas resultado do consumo excessivo de alimentos, mas também da má qualidade dos hábitos alimentares. Para casos mais complexos, a APS colabora com outros serviços de saúde. O Ministério da Saúde disponibiliza recursos para qualificar profissionais, garantindo atendimento integral a pessoas com sobrepeso e obesidade.
A coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição, Kelly Alves, reforçou a necessidade de políticas públicas que incentivem escolhas saudáveis e protejam a população de ambientes que favorecem a obesidade. A prevenção, através de uma alimentação equilibrada e atividade física regular, é fundamental para garantir a saúde e o bem-estar da população desde a infância.
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