Romaria da Penha deve atrair 600 mil fiéis neste sábado em João Pessoa

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Foto: Ascom arquidiocese PB
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A 262ª Romaria da Penha acontece neste sábado (29), a partir das 22h, reunindo cerca de 600 mil fiéis em uma caminhada de 14 quilômetros entre a Paróquia de Nossa Senhora de Lourdes, no Centro de João Pessoa, e o Santuário da Penha, onde a chegada está prevista para as 3h. O tema desta edição, “Com a Senhora da Penha, somos todos romeiros da esperança e defensores da ecologia”, segue a tradição de inspirar-se na Campanha da Fraternidade — neste ano, “Fraternidade e Ecologia Integral”.

A Romaria tem origem no fim do século XIX, quando uma família fez a promessa de caminhar até o Santuário caso a filha fosse curada. A graça alcançada deu início à procissão que, ao longo do tempo, cresceu e atraiu devotos de várias cidades paraibanas e de estados vizinhos. “A história da devoção é muito forte e faz parte da identidade religiosa da Capital”, explica o assessor de comunicação da Arquidiocese, Roberval Borba.

O Santuário da Penha, fundado em 1763 por um navegador português que sobreviveu a um naufrágio e cumpriu sua promessa de erguer a igreja, tornou-se um dos maiores pontos de peregrinação religiosa do estado. “A praia, que antes se chamava Aratu, passou a ser reconhecida pela força da devoção à Santa”, acrescenta Roberval, destacando a dimensão histórica do local.

A edição deste ano também contou com a “Romaria dos Romeirinhos”, realizada no último sábado (22), com percurso de quatro quilômetros voltado para crianças. A iniciativa surgiu para incluir os pequenos, que normalmente não participam da procissão principal por causa da longa distância e do horário. “É emocionante ver as crianças caminhando com tanta fé”, comenta Roberval.

Entre as histórias que marcam o evento, está a do aposentado Manoel da Silva, de 64 anos, que participa da Romaria desde os 10. Ele lembra com carinho de seguir os passos dos pais. “Não sinto dor nem cansaço. Vou com alegria e força que ela me dá”, afirma. Manoel conta que parentes e amigos vêm de cidades como Guarabira, Areia e Bananeiras, além de uma irmã que viaja do Rio de Janeiro só para acompanhar a caminhada. “É tudo muito lindo e de muita paz.”

A fé também move visitantes como Maria Gorete, que cumpre promessas no Santuário após alcançar graças, e ambulantes como Ricardo Silva, que viaja de Canindé (CE) há quase 20 anos para vender artigos religiosos. “Venho todo ano. Fico no Santuário esperando os fiéis e sempre consigo trabalhar bem”, diz. Para muitos, a Romaria vai além da tradição: é um encontro de fé, gratidão e renovação espiritual que atravessa gerações.

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