Estudantes do curso de Medicina da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) realizam um protesto na manhã desta segunda-feira (9) para denunciar problemas estruturais no internato do curso, etapa final da graduação. A mobilização ocorre no Centro de Ciências Médicas da UFPB, localizado no Campus I, em João Pessoa.
Um dos principais pontos levantados pelos alunos é a carga horária do internato, que atualmente corresponde a 45,5% de toda a graduação. Segundo os estudantes, o percentual está acima do mínimo de 35% previsto nas Diretrizes Curriculares Nacionais para cursos de Medicina.
De acordo com os alunos, a estrutura atual tem provocado superlotação nos campos de prática, atrasos no calendário acadêmico e períodos prolongados de espera para o início das atividades do internato.
Os estudantes afirmam ainda que o excesso de carga horária e o atraso acumulado no calendário têm provocado retenção de turmas e a entrada simultânea de diferentes grupos no internato.
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“Esse cenário implica períodos prolongados sem atividade estruturada e superlotação nos campos de prática, com impacto direto na qualidade da formação e na experiência prática dos estudantes”, aponta um documento elaborado pelo centro acadêmico.
Diante da situação, os alunos defendem a readequação do internato com redução da carga horária. A proposta apresentada prevê a diminuição de 3.795 horas para 2.865 horas dentro da estrutura curricular, mantendo o percentual acima do mínimo exigido pelas diretrizes nacionais.
Em resposta ao Portal MaisPB, a UFPB informou que a situação é interna do departamento de Medicina e que a reitoria acompanha o caso e é sensível às reivindicações apresentadas pelos estudantes.
Uma reunião entre representantes do movimento estudantil e a universidade está marcada para a próxima quarta-feira (11), às 10h.
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