Renda média na Paraíba bate recorde histórico e cresce 6,9% em 2025, aponta IBGE

Mesmo assim, a renda paraibana ficou acima da média da Região Nordeste, que registrou R$ 1.470 em 2025

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A Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta sexta-feira (8), novos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) que mostram avanço no rendimento da população paraibana em 2025.

Segundo o levantamento, o rendimento médio mensal real domiciliar per capita na Paraíba chegou a R$ 1.542, o maior valor da série histórica iniciada em 2012. O resultado representa um crescimento de 6,9% em relação a 2024, quando a renda média registrada foi de R$ 1.442.

Apesar do avanço, o rendimento da Paraíba ainda corresponde a 68,1% da média nacional, estimada em R$ 2.264, mantendo o estado entre os menores rendimentos do país, ocupando a nona posição entre as unidades federativas.

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Mesmo assim, a renda paraibana ficou acima da média da Região Nordeste, que registrou R$ 1.470 em 2025.

Mercado de trabalho impulsionou crescimento

Os dados do IBGE apontam que o principal fator para o aumento da renda foi o fortalecimento do mercado de trabalho.

A renda proveniente do trabalho representou 68,3% da composição do rendimento domiciliar no estado, superando os 65,9% registrados em 2024 e se aproximando dos maiores índices da série histórica.

A composição da renda na Paraíba ficou dividida da seguinte forma:

  • Renda do trabalho: 68,3%;
  • Aposentadorias e pensões: 19,9%;
  • Programas sociais: 8,4%;
  • Outras fontes, como aluguel e pensão alimentícia: 3,4%.

Segundo a pesquisa, o crescimento da renda do trabalho foi decisivo para a melhora dos indicadores econômicos no estado.

Massa de rendimento também bate recorde

A massa total de rendimento da população paraibana também atingiu o maior nível já registrado pela PNAD Contínua.

Em 2025, o total chegou a R$ 6,4 bilhões, crescimento de 7,5% em relação aos R$ 5,9 bilhões estimados em 2024.

O desempenho da Paraíba ficou próximo ao registrado no Nordeste (7,2%) e no Brasil (7,3%).

Desigualdade ainda preocupa

Apesar dos números positivos, o levantamento também mostra aumento na desigualdade social no estado.

O Índice de Gini, utilizado para medir a concentração de renda, subiu de 0,496 em 2024 para 0,507 em 2025.

Mesmo com a alta, a Paraíba melhorou sua posição no ranking nacional de desigualdade, passando da 6ª para a 9ª colocação entre os estados brasileiros, ficando abaixo da média nacional, que foi de 0,511.

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