A intenção de consumo das famílias brasileiras alcançou, em julho, o maior nível desde março de 2015, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (23) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
O índice avançou 0,1% em relação a junho e acumula alta de 2,6% nos últimos 12 meses, chegando aos 105,6 pontos.
LEIA TAMBÉM: Polícia conclui inquérito contra homem suspeito de queimar cachorro vivo na Paraíba
O principal destaque foi o aumento de 20% na intenção de compra de bens duráveis, como eletrodomésticos e eletrônicos, favorecido pela desaceleração da inflação desses produtos e pela melhora nas condições de crédito.
Consumo cresce, mas famílias demonstram cautela
Apesar do avanço do indicador, a pesquisa aponta um cenário de maior prudência em relação ao mercado de trabalho.
A perspectiva profissional registrou queda de 1,3% no mês e de 8,7% na comparação anual, sendo o único indicador da pesquisa com desempenho negativo em relação a julho do ano passado.
Segundo a CNC, embora muitos consumidores aproveitem o momento para realizar compras maiores, a preocupação com a renda futura e a estabilidade no emprego ainda influencia o comportamento das famílias.
Famílias de menor renda puxam crescimento
O avanço da intenção de consumo foi liderado pelas famílias com renda de até 10 salários mínimos, impulsionadas pelo maior acesso ao crédito e pela desaceleração da inflação.
Já entre as famílias com renda superior a 10 salários mínimos, o índice ficou estável, refletindo menor otimismo em relação ao mercado de trabalho e ao acesso ao crédito.
