O dólar encerrou a sessão desta semana em queda pelo sétimo dia consecutivo, cotado a R$ 5,13, refletindo o fluxo de capital estrangeiro e a melhora no cenário externo. Apesar do alívio no câmbio, a Bolsa brasileira não acompanhou o movimento e o Ibovespa fechou em baixa, pressionado pela realização de lucros e pela cautela dos investidores diante das incertezas fiscais e do ambiente internacional.
A sequência de desvalorização da moeda norte-americana ocorre em meio ao enfraquecimento global do dólar e à entrada de recursos no mercado doméstico, favorecendo moedas de países emergentes como o Brasil. Esse movimento também foi influenciado pela percepção de juros elevados no país, que continuam atraindo capital estrangeiro para a renda fixa.
Mesmo com o câmbio mais favorável, o Ibovespa registrou queda no pregão. O principal índice da B3 foi impactado pelo desempenho negativo de ações de grande peso, além de um ajuste técnico após ganhos recentes. Investidores também adotaram postura mais conservadora enquanto aguardam novos dados econômicos e sinais sobre a trajetória das contas públicas.
No cenário externo, o mercado monitora indicadores dos Estados Unidos e as expectativas sobre política monetária do Federal Reserve, que continuam influenciando o apetite ao risco global. Qualquer sinal de manutenção de juros elevados por mais tempo tende a fortalecer o dólar e pressionar ativos de países emergentes.
Analistas avaliam que, no curto prazo, o câmbio pode seguir volátil, dependendo do fluxo estrangeiro e das decisões de política econômica interna. Já a Bolsa deve reagir tanto ao noticiário fiscal quanto ao desempenho das commodities, que têm peso relevante na composição do índice brasileiro.
Para os próximos dias, o mercado deve continuar atento à divulgação de novos indicadores macroeconômicos, à agenda do governo e ao cenário internacional, fatores que devem definir o rumo do dólar e do Ibovespa no curto prazo.
SIGA: @INFONEWSPARAÍBA
