O Comitê de Política Monetária (Copom) iniciou, nesta quarta-feira (18), um novo ciclo de flexibilização da política monetária ao reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, passando de 15% para 14,75%.
A decisão reflete a avaliação de que o processo de desinflação segue em curso, apesar de um cenário internacional mais desafiador, marcado por incertezas geopolíticas e pela alta recente do petróleo em meio à guerra no Oriente Médio.
Segundo análise de especialistas da XP, o movimento indica abertura para novos cortes, mas com cautela. O ritmo da flexibilização deve depender de fatores como inflação, atividade econômica e condições externas.
Mesmo com o início da queda, a Selic ainda permanece em patamar elevado, o que mantém a renda fixa como peça importante nas carteiras de investimento.
De acordo com Rodrigo Sgavioli, head de Alocação da XP, o momento exige equilíbrio entre retorno e proteção.
A recomendação é manter um portfólio diversificado, incluindo diferentes tipos de ativos, como:
- Títulos pós-fixados
- Títulos prefixados
- Investimentos atrelados à inflação
A diversificação também deve considerar outras classes de ativos, respeitando o perfil de risco de cada investidor, como forma de proteção diante de possíveis mudanças no cenário econômico.
Especialistas destacam ainda a importância do planejamento de longo prazo. Para Larissa Falcão, líder regional da XP para o Norte e Nordeste, o acompanhamento profissional pode ajudar o investidor a tomar decisões mais alinhadas aos seus objetivos.
Segundo ela, o assessor de investimentos atua não apenas na escolha de produtos, mas na construção de estratégias consistentes, com apoio de tecnologia e monitoramento contínuo.
Criada em 2001, a XP é uma das principais instituições financeiras do Brasil e atua com foco na democratização do acesso a investimentos, oferecendo soluções que vão desde aplicações financeiras até crédito, seguros e serviços bancários.
