Alta do querosene de aviação deve reduzir voos na Paraíba em maio

Aumento nos custos do combustível pressiona companhias aéreas e provoca cortes de rotas e frequências em todo o país

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O aumento no preço do querosene de aviação já começa a impactar o transporte aéreo no Brasil e deve afetar diretamente a oferta de voos na Paraíba. De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o estado deve registrar uma redução de 8,9% nas operações previstas para o mês de maio.

No cenário nacional, mais de 2 mil voos foram suspensos, o que representa uma queda de 2,9% na oferta total. Isso significa cerca de 10 mil assentos a menos disponíveis por dia para passageiros em todo o país.

Segundo a Anac, o impacto é resultado direto do aumento no custo do combustível, uma das principais despesas das companhias aéreas. Na Paraíba, os cortes atingem principalmente rotas consideradas menos rentáveis.

Estados mais afetados

Além da Paraíba, outros estados também devem sofrer redução significativa no número de voos em maio:

  • Amazonas: -17,5%
  • Pernambuco: -10,5%
  • Goiás: -9,3%
  • Pará: -9,0%
  • Paraíba: -8,9%

Combustível mais caro pressiona setor

O querosene de aviação teve reajuste de 54% no dia 1º de abril, e há previsão de novo aumento em maio, estimado em cerca de 20%. A alta vem pressionando as empresas, que já começam a reduzir frequências e ajustar suas operações.

Dados do sistema de operações da Anac mostram que o número de voos diários previstos para maio caiu de 2.193 para 2.128 — uma redução de 2.015 voos no total do mês.

Medidas do governo e reação das empresas

Em resposta à crise, o governo federal anunciou medidas como a isenção de PIS/Cofins sobre o combustível e o adiamento de tarifas de navegação aérea, além de linhas de financiamento pelo Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC).

No entanto, o setor avalia que as ações ainda são insuficientes. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas classificou os impactos como “gravíssimos” e mantém diálogo com o governo em busca de soluções mais eficazes.

Outro ponto de insatisfação foi a cobrança de juros no parcelamento do reajuste do combustível pela Petrobras, considerada acima do esperado pelas companhias.

Impacto para passageiros

Com menos voos disponíveis, a tendência é de aumento no preço das passagens e menor oferta de horários, especialmente em rotas regionais.

Nos bastidores, as empresas também defendem novas medidas, como a retomada da isenção de imposto sobre leasing de aeronaves e a revisão de tributos financeiros, como o IOF.

O cenário reforça o desafio do setor aéreo em manter a operação sustentável diante da alta de custos e da necessidade de garantir acesso ao transporte aéreo no país.

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