A 1ª Câmara do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba condenou o Padre Egídio de Carvalho a devolver mais de R$ 11 milhões aos cofres públicos por irregularidades na gestão de convênios ligados ao Hospital Padre Zé.
Além do ressarcimento, o ex-gestor também foi penalizado com multa superior a R$ 15 mil.
De acordo com a decisão, os desvios ocorreram durante a execução de termos de colaboração firmados com o Instituto São José, responsável pela administração do hospital.
Os recursos eram destinados a cursos profissionalizantes e projetos de “pós-alta”, voltados ao atendimento de pacientes após a saída da unidade.
Segundo o julgamento, foram identificadas compras em excesso com recursos públicos. No entanto, o padre não conseguiu comprovar, por meio de documentação, a regularidade das aquisições nem a destinação dos itens adquiridos.
A ausência de comprovação foi determinante para a condenação e a obrigação de devolução dos valores.
O religioso ainda pode recorrer da decisão. Ele tem prazo de 60 dias para realizar o ressarcimento voluntário aos cofres públicos estaduais. Caso contrário, poderá haver cobrança judicial.
