Investigado por fraude em concursos preso pela PF já havia sido alvo da “máfia dos concursos” na Paraíba

Suspeito foi preso na Operação Concorrência Simulada e, segundo investigações, continuou atuando em esquema criminoso mesmo após prisão em 2017.

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Um dos investigados presos na operação da Polícia Federal que apura fraudes em concursos públicos já havia sido alvo de investigações anteriores ligadas à chamada “máfia dos concursos”, com atuação na cidade de Patos.

De acordo com documentos, Dárcio de Carvalho Lopes foi alvo de mandado de prisão preventiva na última terça-feira (17), durante a Operação Concorrência Simulada. Ele foi preso em João Pessoa e já responde a diversas ações penais por fraudes em concursos públicos e participação em organização criminosa.

As investigações apontam que, mesmo após ter sido preso em 2017, o suspeito continuou atuando no esquema. Na época, ele foi detido enquanto realizava prova do Ministério Público do Rio Grande do Norte e admitiu ter recebido oferta de pagamento por respostas.

Segundo a Polícia Federal, Dárcio, conhecido como “Dadá Meu Frango”, participava ativamente do envio e recebimento de gabaritos durante provas. As apurações indicam troca de mensagens com outros integrantes do grupo criminoso, evidenciando a atuação coordenada no esquema.

Outro investigado, Flávio Luciano Nascimento Borges, também foi preso. De acordo com a polícia, ele recebia imagens de provas e auxiliava no repasse de respostas, reforçando a estrutura organizada da fraude.

Além das prisões, a operação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão em João Pessoa, resultando na apreensão de celulares, notebooks e tablets que devem auxiliar no avanço das investigações.

A decisão judicial destaca que os investigados apresentam histórico de envolvimento em crimes semelhantes, o que motivou a decretação das prisões preventivas diante do risco de continuidade criminosa.

O delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier do Nascimento, também é investigado no caso e foi alvo de mandado de busca e apreensão. Ele é suspeito de tentar obter vantagens ilícitas para familiares em concursos públicos.

Outro nome citado nas investigações é Waldir Luiz de Araújo Gomes, servidor do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba. Segundo a apuração, ele teria atuado como coordenador de locais de prova, facilitando o acesso antecipado às avaliações. Contra ele foram determinadas medidas como quebra de sigilo e busca e apreensão.

As investigações seguem em andamento e têm como objetivo aprofundar a apuração sobre a atuação da organização criminosa e a extensão das fraudes em concursos públicos.

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