INSS muda regra e bloqueia novos pedidos de aposentadoria e BPC

Segurados não poderão fazer novo pedido enquanto houver processo em análise; medida tenta reduzir fila de 2,7 milhões

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A medida foi oficializada pela Instrução Normativa nº 203, publicada no Diário Oficial da União (DOU) na última sexta-feira (24), e já está em vigor. — Foto: INSS/Divulgação
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O Instituto Nacional do Seguro Social passou a restringir novos pedidos de benefícios como aposentadoria, pensão e Benefício de Prestação Continuada (BPC) para segurados que já tenham solicitações em andamento.

A nova regra está prevista na Instrução Normativa nº 203, publicada no Diário Oficial da União, e já está em vigor em todo o país.

Com a mudança, o segurado não poderá abrir um novo pedido para o mesmo benefício enquanto houver um processo em análise ou dentro do prazo de recurso administrativo.

O que muda na prática

Antes, era possível fazer múltiplos pedidos para o mesmo benefício — inclusive para corrigir erros, incluir documentos ou tentar acelerar a análise. Agora, o INSS considera como “processo em curso” aquele que ainda está dentro do prazo de recurso, geralmente de 30 dias após a negativa. Ou seja, se o pedido for negado, será necessário aguardar esse prazo antes de realizar uma nova solicitação do mesmo tipo.

A regra não vale para pedidos de revisão, que continuam liberados.

Por que o INSS adotou a medida

Segundo o instituto, a mudança busca evitar a repetição de pedidos para o mesmo CPF, prática que gera sobrecarga no sistema e aumenta o tempo de análise. Dados internos mostram que:

  • 41,41% dos pedidos são refeitos entre 1 e 30 dias após o primeiro;
  • 22,47% são reapresentados entre 91 e 180 dias;
  • Em alguns casos, como salário-maternidade urbano, há pedidos repetidos no mesmo dia.

O INSS afirma que essa multiplicidade de solicitações causa retrabalho e prejudica quem aguarda a primeira análise.

Fila ainda é desafio

A medida faz parte de um esforço do governo para reduzir a fila de benefícios, que atualmente soma cerca de 2,7 milhões de pedidos. Apesar da redução recente — de 3,1 milhões para 2,7 milhões — o volume ainda é considerado elevado. O tema ganhou relevância política e administrativa, levando o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a promover mudanças no comando do órgão.

A nova presidente do INSS, Ana Cristina Viana Silveira, assumiu com a missão de acelerar a análise dos processos. Ela é servidora de carreira e tem experiência na área previdenciária.

Objetivo da nova regra

De acordo com o INSS, a restrição busca:

  • Reduzir pedidos duplicados;
  • Melhorar a eficiência do atendimento;
  • Diminuir o tempo de espera dos segurados.

A orientação é que o cidadão acompanhe o andamento do pedido antes de tentar uma nova solicitação.

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