Brasileiros têm mais de R$ 10,5 bilhões esquecidos em bancos; veja como consultar

Sistema do Banco Central já devolveu R$ 14,1 bilhões, mas milhões ainda não resgataram valores disponíveis

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Os brasileiros ainda têm R$ 10,5 bilhões esquecidos em bancos e outras instituições financeiras, segundo dados atualizados pelo Banco Central nesta quarta-feira (15).

As informações são do Sistema de Valores a Receber (SVR), que permite a consulta e o resgate de recursos disponíveis. Ao todo, já foram devolvidos R$ 14,1 bilhões de um montante de R$ 24,7 bilhões disponibilizado pelas instituições financeiras.

Apesar disso, milhões de pessoas ainda não sacaram os valores. Cerca de 39 milhões de correntistas já fizeram o resgate, enquanto 52,1 milhões de beneficiários — entre pessoas físicas e jurídicas — ainda têm dinheiro a receber.

O Banco Central destaca que o sistema é contínuo, ou seja, novos valores podem ser incluídos mensalmente pelas instituições financeiras.

Entre os recursos disponíveis, a maior parte está concentrada em bancos, que somam R$ 6,27 bilhões. Em seguida, aparecem administradoras de consórcio, com R$ 2,6 bilhões, cooperativas (R$ 953 milhões), instituições de pagamento (R$ 361 milhões) e financeiras (R$ 218,6 milhões).

Como consultar valores a receber

O Sistema de Valores a Receber permite que cidadãos consultem se possuem dinheiro esquecido em contas antigas, consórcios ou outras instituições financeiras.

A consulta pode ser feita a qualquer momento por meio do site oficial do Banco Central, utilizando CPF ou CNPJ. O serviço também permite verificar valores em nome de pessoas falecidas, desde que o solicitante tenha vínculo legal.

Entre os valores disponíveis estão saldos de contas encerradas, tarifas cobradas indevidamente, recursos de consórcios finalizados e cotas de cooperativas de crédito.

O Banco Central alerta para golpes envolvendo falsas promessas de liberação de valores. O órgão reforça que todos os serviços do sistema são gratuitos.

Além disso, não há envio de links por mensagens ou cobrança de taxas para acesso aos recursos. O contato sobre valores a receber é feito exclusivamente pelas instituições indicadas no sistema, sem solicitação de senhas ou dados sensíveis.

A recomendação é que os usuários evitem clicar em links suspeitos enviados por e-mail, SMS ou aplicativos de mensagens.

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