Brasileira desaparece há mais de 40 dias na Espanha; família cobra respostas

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Mônica Maria da Silva está desaparecida em Barcelona desde o dia 4 de julho
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Paraibana Mônica Maria da Silva, de 36 anos, desapareceu em Barcelona após último contato com familiares em 4 de julho. Itamaraty acompanha o caso

A cabeleireira paraibana Mônica Maria da Silva, de 36 anos, está desaparecida há mais de 40 dias em Barcelona, na Espanha. O último contato com a família ocorreu em 4 de julho, por meio de uma chamada de vídeo. Desde então, parentes buscam informações sobre o paradeiro da brasileira e cobram respostas das autoridades.

Natural da Paraíba, Mônica mora na Espanha desde 2021. Após retornar ao Brasil por um período, voltou ao país europeu em 2024, onde trabalhava como especialista em alisamento capilar.

Segundo a irmã de Mônica, Cristina Silva, a família estranhou a falta de contato após semanas sem notícias. Ao procurar amigas da cabeleireira que vivem na Espanha, surgiram relatos de que ela enfrentava problemas no relacionamento.

De acordo com Cristina, amigas informaram que Mônica teria sido vítima de episódios de violência praticados pelo companheiro. A família, no entanto, não conhece a identidade do homem. As únicas informações disponíveis são de que ele seria natural da República Dominicana, também imigrante na Espanha e pai de dois filhos.

As supostas agressões foram relatadas por pessoas próximas à brasileira e, até o momento, não foram confirmadas oficialmente pelas autoridades espanholas.

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) informou que presta assistência consular à família e acompanha o caso por meio do Consulado do Brasil na Espanha.

Segundo Cristina Silva, o consulado informou que a polícia espanhola teria localizado Mônica durante uma abordagem há cerca de 20 dias e que ela estaria bem. No entanto, a família afirma que ainda não recebeu qualquer documento ou registro oficial que comprove essa informação.

Diante da falta de esclarecimentos, familiares registraram boletim de ocorrência e buscaram apoio da Polícia Civil, da Polícia Federal e de órgãos internacionais para tentar localizar a paraibana.

Durante as buscas, uma cliente da cabeleireira entrou em contato com a família e informou que havia recebido mensagens, fotos e vídeos enviados por Mônica.

Segundo Cristina, em uma conversa realizada em abril, a irmã teria pedido que a cliente guardasse o material, alegando receio de perder o acesso ao celular. A família não soube explicar o motivo da preocupação.

Ainda conforme o relato, algumas imagens mostram Mônica ao lado de um homem desconhecido pelos familiares. Também foram entregues fotografias em que ela aparece com ferimentos nas unhas, além de relatos de possíveis agressões.

A família informou ainda que recebeu a informação de que Mônica teria procurado atendimento no Servicio de Atención, Recuperación y Acogida (SARA), serviço da Catalunha voltado ao acolhimento de mulheres em situação de violência.

Até o momento, as autoridades espanholas não divulgaram informações oficiais sobre o paradeiro de Mônica Maria da Silva nem confirmaram os relatos de violência apresentados por familiares e pessoas próximas.

O caso segue sendo acompanhado pelo Itamaraty, enquanto a família aguarda esclarecimentos sobre o desaparecimento da brasileira.

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