Durante a gestão de Jair Bolsonaro, os então ministros Paulo Guedes (Economia) e Sergio Moro (Justiça) foram alertados em 2019 sobre descontos indevidos nas aposentadorias dos beneficiários do INSS. As irregularidades, praticadas por entidades associativas, vieram à tona anos depois na série de reportagens do Metrópoles que revelou a chamada “farra do INSS”.
Documentos mostram que Moro foi informado por Fernando Capez, ex-diretor do Procon-SP, enquanto Guedes recebeu denúncias via requerimento parlamentar. Ambos foram comunicados sobre entidades que realizavam descontos sem a anuência dos segurados, e algumas delas foram descredenciadas pelo INSS naquele ano.
O escândalo envolveu ao menos 10 associações, entre elas ABAMSP, Asbapi e Centrape, que tiveram sigilos quebrados pela CPI do INSS. Auditorias do próprio órgão já haviam identificado irregularidades, e a Polícia Federal abriu inquérito que culminou na Operação Sem Desconto em 2025, levando à demissão do presidente do INSS e do ministro da Previdência.
Sergio Moro, em nota, afirmou que descredenciou entidades citadas e criou mecanismos de combate às fraudes. A assessoria de Rogério Marinho ressaltou que ações de suspensão de descontos indevidos ocorreram dentro das normas do INSS.
SIGA: @INFONEWSPARAÍBA
