O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta sexta-feira (10), o projeto de lei que cria o marco regulatório para vacinas e medicamentos de alto custo contra o câncer no Brasil. A cerimônia ocorreu na cidade de São Paulo.
A nova legislação estabelece diretrizes para o desenvolvimento, pesquisa, produção, distribuição e acesso a vacinas oncológicas, com foco na inovação científica, no acesso universal e na equidade dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). O texto também prevê incentivo à produção nacional e à cooperação internacional.
Durante a agenda, Lula inaugurou o Centro de Ensino, Simulação e Inovação (Cesin), no Instituto do Coração (InCor), vinculado ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
O evento contou com a presença de autoridades como o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro Guilherme Boulos e a primeira-dama Janja Silva.
Durante o discurso, o presidente destacou a importância do SUS e da ampliação do acesso à saúde de qualidade em todo o país. Ele afirmou que o Estado deve garantir atendimento digno para toda a população, independentemente da condição financeira.
Novo centro de inovação em saúde
O Cesin foi criado com o objetivo de ampliar a formação de profissionais de saúde e incorporar novas tecnologias à prática clínica. O espaço conta com cinco andares e estrutura moderna, incluindo salas de simulação de ambientes hospitalares, como emergência, UTI e centro cirúrgico.
O complexo também possui estúdio de realidade virtual, biobanco, área de inovação e espaços para ensino e treinamento de habilidades cirúrgicas.
Segundo o InCor, o centro busca melhorar a qualificação dos profissionais e aumentar a segurança no atendimento aos pacientes.
Investimentos e novos projetos
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou um investimento de R$ 100 milhões no InCor, sendo cerca de R$ 45 milhões destinados ao novo centro.
Também foi formalizada a adesão do InCor como instituição mentora do programa Mais Médicos Especialistas. Além disso, foi assinado um repasse para a implantação de um núcleo de telessaúde, voltado à capacitação de profissionais em áreas como obstetrícia e cardiologia.
O governo federal também prevê a criação de um hospital público inteligente no Hospital das Clínicas de São Paulo, com uso de inteligência artificial, ambulâncias conectadas em 5G e tecnologias de telemedicina. A expectativa é reduzir significativamente o tempo de atendimento em casos graves.
