Morreu, aos 88 anos, o gaúcho Luis Fernando Verissimo, um dos autores brasileiros mais célebres e populares da atualidade. Ele era ainda cartunista, tradutor, dramaturgo e roteirista.
Prolífico, deixa obra composta de romances e, sobretudo, saborosas crônicas — além da mulher, Lúcia, e dos filhos, Mariana, Fernando e Pedro. Ao todo, são mais de 80 títulos.
O escritor também era saxofonista e amava jazz, herança cultural de quando viveu com a família nos Estados Unidos.
Filho do romancista Erico Verissimo (1905-1975), Luis Fernando se valeu do humor e da prosa leve para se destacar para além da literatura de cânone produzida pelo genitor — criador da saga de sete volumes O Tempo e o Vento, na qual narra a consolidação do Rio Grande do Sul a partir das gerações das famílias Terra e Cambará.
Pai e filho retrataram o Brasil cada um à sua maneira.
Enquanto o primeiro criou histórias épicas sobre a formação nacional, o segundo deu conta, com graça e simpatia, de expor as particularidades da alma brasileira.
