Governo amplia Gás do Povo para conter alta causada por guerra no Irã

Medida deve gerar impacto de R$ 300 milhões e integra pacote que pode superar R$ 30 bilhões

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O governo federal anunciou a ampliação do programa Gás do Povo como forma de mitigar os impactos da alta nos combustíveis provocada pela guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A medida tem impacto estimado em R$ 300 milhões.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (14) por integrantes da equipe econômica e da área de energia do governo, incluindo representantes dos ministérios de Minas e Energia, Planejamento e Fazenda, além da Secretaria Nacional do Consumidor.

A principal mudança prevê o aumento do preço de referência do programa, além da abertura de um novo prazo para adesão de beneficiários.

Outra ação anunciada é a regulamentação das subvenções ao diesel. Com isso, distribuidoras participantes deverão dar mais transparência sobre suas margens de lucro, garantindo que os descontos sejam repassados ao consumidor final.

As iniciativas fazem parte de um pacote de medidas adotado ao longo do ano para conter os efeitos da crise internacional no mercado de energia, cujo custo total pode ultrapassar R$ 30 bilhões.

A escalada nos preços está relacionada ao conflito no Oriente Médio. Após ataques dos Estados Unidos e de Israel a Teerã, o Irã reagiu com o fechamento do Estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa grande parte do petróleo mundial.

Com isso, o preço do barril do tipo Brent ultrapassou os US$ 100, impactando diretamente os combustíveis em diversos países, incluindo o Brasil.

Desde o início da crise, o governo brasileiro já adotou medidas como desoneração de tributos e subsídios ao diesel e ao gás de cozinha, além de incentivos a combustíveis como o biodiesel e o querosene de aviação.

A expectativa é que parte dos custos seja compensada pelo aumento na arrecadação com exportações de petróleo, beneficiadas pela alta do preço internacional.

Além disso, o governo estuda elevar a mistura de etanol na gasolina, medida que ainda depende de aprovação do Conselho Nacional de Política Energética.

Dados da Agência Nacional do Petróleo indicam que o preço internacional da gasolina já subiu significativamente desde o início do conflito, refletindo em aumento nos preços praticados no Brasil.

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