
A fibromialgia atinge cerca de 3% da população brasileira, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). Embora seja mais prevalente em mulheres (7 a 9 casos em cada 10), a síndrome também acomete homens, idosos e crianças. Caracterizada por dores musculares generalizadas, a doença ainda enfrenta o desafio do preconceito por falta de informação.
1. Origem da doença
A síndrome pode surgir após traumas físicos, psicológicos ou infecções. Embora as causas exatas sejam desconhecidas, fatores genéticos, neurológicos e imunológicos estão entre as principais suspeitas.
2. Diagnóstico clínico
Não existem exames de laboratório ou imagem que confirmem a fibromialgia. O diagnóstico é estritamente clínico, baseado no histórico do paciente e na avaliação de um reumatologista.
3. Fibromialgia não é artrite
Diferente da artrite, a fibromialgia não causa inflamações ou danos permanentes nas articulações e órgãos, embora ambas as condições possam coexistir.
4. Controle em vez de cura
A doença é crônica e não tem cura, mas não é degenerativa. O tratamento é focado no controle dos sintomas para evitar a limitação funcional e a perda da qualidade de vida.
5. O papel dos exercícios
A atividade física regular é um dos pilares do tratamento. Ela promove o fortalecimento muscular e o relaxamento, aliviando dores, fadiga e distúrbios do sono.
6. Alimentação como aliada
Dietas que reduzem alimentos ultraprocessados e inflamatórios (como o glúten) podem auxiliar na melhora do bem-estar geral do paciente.
7. Impacto na vida, não risco de morte
A fibromialgia não leva à morte nem causa deformidades, mas seu impacto emocional e profissional pode ser severo se não houver acompanhamento adequado.
8. Importância da terapia
O suporte psicológico e técnicas de relaxamento são fundamentais para ajudar o paciente a lidar com os desafios emocionais, como a depressão e a ansiedade associadas à dor crônica.
9. Atendimento gratuito pelo SUS e o enquandramento em Deficiência
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento integral para a fibromialgia. O atendimento inclui desde a atenção básica com equipes multiprofissionais até fisioterapia, acupuntura e consultas com especialistas em reumatologia.
No Brasil, a fibromialgia é considerada uma deficiência para fins legais em diversos estados e municípios, mas a legislação federal ainda está em transição.
1. A Lei Federal
Atualmente, a fibromialgia ainda não está explicitamente incluída na Lei Brasileira de Inclusão (Estatuto da Pessoa com Deficiência) em âmbito nacional. No entanto, existe o Projeto de Lei 3545/23 (e outros similares) que busca equiparar formalmente a fibromialgia à deficiência em todo o país.
2. Leis Estaduais e Municipais (O caso da Paraíba)
Muitos estados saíram na frente. Na Paraíba, por exemplo, a Lei Estadual nº 11.740/2020 estabelece que as pessoas com fibromialgia são consideradas pessoas com deficiência (PcD). Isso garante direitos como:
- Uso de vagas de estacionamento destinadas a PcD.
- Prioridade em filas e atendimentos.
- Identificação por meio de carteira específica.