Pacientes de uma clínica de recuperação de dependentes químicos fugiram da instituição na quinta-feira (22), em Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa. De acordo com informações do repórter David Martins, da TV Correio, que esteve no local, os internos seguiram em direção à BR-230.
Os pacientes afirmaram que pagavam uma mensalidade de R$ 1.500, mas passaram a suspeitar de um possível golpe porque os serviços prometidos não estariam sendo oferecidos. Eles também relataram supostos maus-tratos durante o período em que permaneceram na instituição.
Pacientes relatam transferência de Pernambuco para a Paraíba
Segundo os relatos, os problemas teriam começado na antiga sede da clínica, em Pernambuco. Os internos disseram que a polícia esteve no local e determinou um prazo para a desocupação.
Após o episódio, a empresa teria transferido os pacientes para uma nova unidade em Santa Rita, na Paraíba. Conforme os relatos, a mudança foi apresentada como uma oportunidade para participar de um retiro espiritual, com a promessa de diversos serviços que, segundo os internos, não foram cumpridos.
Internos denunciam falta de comida e possíveis maus-tratos
Os pacientes afirmaram que passaram quatro dias sem receber alimentação adequada durante boa parte do dia. Segundo eles, no jantar, a comida oferecida estaria estragada.
Uma das internas também relatou ter discutido com um integrante da equipe que, supostamente, seria farmacêutico. De acordo com o relato, após a discussão, ela teria sido dopada pelo funcionário.
Outro paciente apresentava hematomas aparentes, que, segundo os internos, seriam consequência dos maus-tratos sofridos na clínica.
Além das denúncias, foram observados sinais de precariedade nas instalações. Os pacientes chegaram a improvisar camas no chão, conforme as informações divulgadas pela equipe de reportagem.
Pacientes pedem contato com familiares
Durante entrevista à equipe do programa Correio Manhã, os internos pediram ajuda para entrar em contato com os familiares. Eles afirmaram que a empresa os teria deixado sem meios de comunicação com pessoas de fora da instituição.
As denúncias foram relatadas pelos pacientes à equipe de reportagem. As informações apresentadas não incluem um posicionamento da administração da clínica sobre as acusações.
