A prisão de Jorlan Lopes da Silva, de 33 anos, passou a repercutir em veículos internacionais após ele afirmar à polícia que teria matado cerca de 80 pessoas na Paraíba. O número, no entanto, ainda não é reconhecido oficialmente pela investigação.
Atualmente, a Polícia Civil reúne elementos que relacionam Jorlan a 16 homicídios ocorridos em aproximadamente três meses no Vale do Mamanguape. Os investigadores também vão revisar casos que seguem sem autoria definida para verificar se há informações que possam ligá-lo a outros assassinatos.
Jorlan foi preso no domingo (13), em Mulungu, no Agreste da Paraíba. Segundo a investigação, ele tentou fugir usando vestido, peruca, sandálias femininas, óculos escuros e unhas pintadas. No momento da prisão, carregava uma criança de cerca de dois anos que não era parente dele. A Polícia Civil ainda apura como o menino ficou sob os cuidados do investigado.
A tentativa de fuga foi um dos principais pontos destacados pela imprensa estrangeira. A revista americana People informou que Jorlan estava disfarçado e levava a criança, que não apresentava ferimentos. O caso também foi noticiado pelo Primera Hora, de Porto Rico, TN8, da Nicarágua, além dos veículos americanos OKC Fox e WJLA e do jornal La Nouvelle Tribune.

A Polícia Civil da Paraíba também informou que avalia a necessidade de submeter o investigado a um teste de sanidade mental.
