O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB), denunciou um delegado, dois investigadores da Polícia Civil e outras quatro pessoas pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Os investigados são alvos da Operação Perfidus.
Segundo o Gaeco, os três policiais eram responsáveis por fornecer os entorpecentes, administrar os lucros e coordenar a venda da droga. As investigações apontam que eles utilizavam viaturas, distintivos, informações privilegiadas e a estrutura da segurança pública para desviar drogas apreendidas, ocultar as ações criminosas e facilitar a distribuição do material ilícito.
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Já os outros quatro denunciados seriam responsáveis pela comercialização, mistura, contabilidade e distribuição das drogas em João Pessoa, no Sertão da Paraíba e no Rio Grande do Norte.
Além da condenação criminal, o Ministério Público pediu a perda dos cargos públicos dos três agentes, caso sejam condenados, por entender que houve grave violação dos deveres funcionais.
O Gaeco também solicitou a perda de veículos, bens e valores bloqueados durante a operação, além da condenação dos investigados ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.
Esta é a terceira denúncia apresentada contra os agentes. No último dia 24 de julho, eles já haviam sido denunciados por furto qualificado, abuso de autoridade, falsificação de documento público e fraude processual.
A Operação Perfidus foi deflagrada em 2 de junho pelo Gaeco e pela Polícia Civil da Paraíba, com apoio da articulação Convergência Nacional. As investigações apontam que o grupo desviava drogas apreendidas, realizava operações clandestinas para obter entorpecentes e revendia o material, inclusive dentro do sistema prisional. Também teria manipulado registros policiais e repassado informações sigilosas a traficantes.
Durante a operação, foram cumpridos nove mandados de prisão, 24 de busca e apreensão e determinado o bloqueio judicial de aproximadamente R$ 10 milhões.
