Três funcionárias de escola municipal de Patos são indiciadas por desvio de tablets

Polícia Civil concluiu investigação e aponta que duas servidoras teriam retirado aparelhos da instituição; terceira teria comprado um dos equipamentos

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Divulgação/Polícia Civil
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Três funcionárias de uma escola municipal de Patos, no Sertão da Paraíba, foram indiciadas pela Polícia Civil pelo desaparecimento de três tablets pertencentes à instituição de ensino.

A informação foi divulgada nesta quarta-feira (17). Segundo a investigação, duas servidoras teriam retirado os equipamentos da escola, enquanto uma terceira teria comprado um dos aparelhos sabendo que a origem era irregular.

Investigação apontou participação das funcionárias

De acordo com o delegado Thitto de Amorim, uma das funcionárias teria furtado um dos tablets e vendido o equipamento para uma professora por um valor abaixo do mercado.

Segundo a polícia, a compradora tinha conhecimento de que o aparelho pertencia à escola.

Os outros dois tablets, conforme a investigação, teriam sido retirados por outra funcionária, que teria presenteado um parente com os equipamentos. A polícia informou que esse familiar não sabia da origem ilícita dos aparelhos.

Servidoras responderão por peculato

O delegado explicou que as investigadas não responderão por furto, mas por peculato, devido ao fato de serem funcionárias da administração pública.

O crime de peculato ocorre quando um servidor público se apropria ou desvia um bem em razão do cargo que ocupa.

Segundo o delegado, a pena pode chegar a até 12 anos de prisão em caso de condenação.

A Polícia Civil destacou ainda que a administração da escola e do município colaboraram com as investigações.

Tablets foram recuperados pela Polícia Civil

O desaparecimento dos aparelhos foi comunicado à polícia no dia 29 de maio de 2026.

A equipe da Delegacia de Roubos e Furtos de Patos iniciou as diligências e utilizou os números de IMEI dos tablets, que funcionam como códigos de identificação dos equipamentos, para localizar os aparelhos.

Após a investigação, os três tablets foram recuperados.

Uma das funcionárias investigadas confessou a participação no crime nesta terça-feira (16) e colaborou para o esclarecimento do caso.

Com a conclusão do inquérito, o procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário para análise e continuidade das medidas legais.

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